Última Hora
Pub Dl Gastronomia 20260609
Pub Dl Ipcb Cursos 20260527
Pub Dl Fabricoeua 20260602
Pub Dl Opticone 20260611
Pub Dl Inova Webinar 20260611
Pub

Detido líder de movimento extremista Mário Machado após confrontos

Confrontos físicos e arremesso de objetos incluíram garrafas de vidro

O líder do movimento 1143, Mário Machado, foi hoje detido pela PSP na zona do Rossio, em Lisboa, após se terem registado confrontos entre apoiantes dos grupos de extrema-direita e manifestantes anti-fascistas.

Os confrontos físicos e arremesso de objetos, inclusivamente garrafas de vidro, foram registados pelas 17:00 entre os grupos antagónicos.

Estes confrontos obrigaram mais uma vez a polícia a intervir para dispersar a agitação que se gerou, verificando-se episódios de violência com pessoas feridas.

Do lado dos movimentos Habeas Corpus e 1143 e do partido Ergue-te gritava-se "Salvação" enquanto do lado oposto ouvia-se "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais".

Antes, a polícia já tinha feito dois detidos, entre os quais o líder do partido Ergue-te, Rui Fonseca e Castro.

Mário Machado conta com diversas condenações.

No início do abril, o Tribunal Constitucional recusou apreciar o recurso do processo em que Mário Machado foi condenado a dois anos e 10 meses de prisão efetiva, por, em 2022, ter incitado no Twitter (atual X) à "prostituição forçada" de mulheres de partidos de Esquerda.

 Depois dos confrontos que culminaram com a detenção de Mário Machado, cerca de meia centena de elementos da PSP formaram um cordão de segurança, separando os grupos antagónicos. Os apoiantes de movimentos de extrema-direita ficaram junto ao Largo de São Domingos, enquanto os manifestantes anti-fascistas, inclusive os elementos que vinham do desfile na Avenida da Liberdade, ficaram do lado da Praça do Rossio.

Presente na ação dos movimentos de extrema-direita está também José Pinto Coelho, ex-presidente do PNR - Partido Nacional Renovador, atual Ergue-te.

Defendendo a "alma lusitana", os apoiantes de extrema-direita afirmaram, em referência ao aumento da imigração: "Se não nos unirmos, Portugal vai desaparecer".

Estes manifestantes queixaram-se também da intervenção da PSP, referindo que foram agredidos "sem justificação" e mostrando as marcas no corpo como prova do impacto dos bastões da polícia.

Contestaram ainda a "expulsão" da Praça do Martim Moniz, onde previam realizar a sua ação e onde decorreu uma concentração antifascista, para o Largo de São Domingos, desvalorizando a falta de autorização por parte da PSP e da Câmara Municipal de Lisboa, afirmando que se tratava de "um convívio nacionalista".

Pelas 17:30, o cordão policial já tinha sido desfeito, mas mantinham-se várias dezenas de polícias no local.

Abril 25, 2025 . 17:27

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right