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Debate ‘morno’ serviu de aperitivo para as eleições

Conheça alguns dos argumentos dos candidatos dos oito partidos com representação parlamentar, dos 14 partidos que concorrem pelo círculo eleitoral de Leiria.

Os cabeças de lista pelo círculo eleitoral de Leiria às próximas eleições legislativas de 18 de maio tiveram o seu primeiro confronto de ideias num debate, este sábado à tarde, dominado pelos temas do desenvolvimento económico no distrito, a mobilidade e infraestruturas, e a habitação.
Numa organização da Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social e da Nerlei CCI – Associação Empresarial da Região de Lei­ria/Câmara de Comércio e Indústria, os candidatos Margarida Balseiro Lopes (AD), Eurico Brilhante Dias (PS), Gabriel Mithá Ribeiro (Chega), André Amaral (Iniciativa Liberal), Fernando Rosas (Bloco de Esquerda), João Paulo Delgado (CDU), Inês Pires (Livre) e Rodrigo Andrade (PAN) esgrimiram argumentos num debate que ficou marcado pelo facto de o cabeça de lista do Chega ter passado ao lado dos temas propostos para aludir a uma ‘agenda’ própria.
Perante uma ‘casa cheia’, a principal troca de ‘galhardetes’ aconteceu entre os candidatos do PSD e da AD, nomeadamente no tópico da Habitação.
Conheça alguns dos argumentos dos candidatos dos oito partidos com representação parlamentar, dos 14 partidos que concorrem pelo círculo eleitoral de Leiria.

Margarida Balseiro Lopes - AD

A cabeça de lista da Aliança Democrática (AD) começou por sublinhar a necessidade de se criar “uma plataforma logística” no Carriço (Pombal) que sirva de ligação ao porto da Figueira da Foz, assim como tornar o IPL uma “âncora de desenvolvimento económico” da região. Ainda na temática do desenvolvimento económico, Balseiro Lopes destacou a redução de impostos sobre as empresas levada a cabo pelo Governo. Sobre a temática da Mobilidade, a candidata alertou para o facto de ser imperiosa a requalificação do IC8, enquanto na temática da habitação considera como “prioridade máxima” a necessidade de se baixar o IVA da construção para 6%.

Eurico Brilhante Dias - PS

Eurico Brilhante Dias destacou a necessidade do distrito conseguir reter e fixar as pessoas, contando para isso com uma conjuntura favorável. “Precisamos que algumas das nossas indústrias mais exportadoras tenham uma diminuição dos custos de contexto”, disse, acrescentando que “os elementos de capital, os serviços de cidade e as questões logísticas” são fatores “infraestruturais” que devem ser resolvidos. Na questão da Mobilidade, o socialista defendeu a isenção de portagens na A19, assim como foi feito na A13. Brilhante Dias defendeu ainda mais habitação pública, mas “em condições conjunturais” que impeçam o aumento dos preços.

Gabriel Mithá Ribeiro - Chega

Para o candidato, o Chega não vê a administração Trump como um inimigo da Europa, acreditando que a economia mundial tem de se “reinventar”. Por outro lado, Mithá Ribeiro sublinha que a “escola é inimiga da sociedade”, fazendo uma apologia à escola do Estado Novo e ao sentido de autoridade que existia nos professores.

André Amaral - Iniciativa Liberal

O candidato apelou a um ambiente mais favorável ao crescimento económicos através da “simplificação de procedimentos” e “facilidade de acesso ao crédito bancário” às empresas. Por outro lado, defendeu a construção de uma circular norte e outra a oeste de Leiria, a requalificação da EN242, e um metro de superfície que sirva a cidade de Leiria.

Fernando Rosas - Bloco de Esquerda

O candidato defendeu a criação de um “teto nas rendas de acordo com as características dos imóveis” para combater a crise na habitação, assim como “restringir o alojamento local”. Rosas alertou ainda para “a pobreza na mobilidade” no distrito, apelando à criação de uma “empresa intermunicipal de transportes públicos” para servir o distrito.

João Paulo Delgado - CDU

Aumentar o salário mínimo para os mil euros em 2026 é uma das reivindicações do candidato, que acredita que os setores estratégicos da economia “devem estar nas mãos do Estado”. O candidato destacou ainda o “potencial económico do setor primário”, defendendo que 1% do PIB deve ser canalizado para o parque habitacional público.

Inês Pires - Livre

A candidata defendeu uma maior sinergia entre o IPL e a comunidade/tecido empresarial, apelando a “formas de produção mais ecológicas”. Inês Pires defendeu ainda um maior investimento nos transportes coletivos e no alojamento estudantil para reduzir a pressão nas grandes cidades, apelan­do a que até 2040 a habitação pública seja de 10%.

Rodrigo Andrade - PAN

Rodrigo Andrade alertou para o facto de haver jovens há seis meses à espera dos apoios do arrendamento jovem, defendendo uma redução de IRS para os senhorios que pratiquem rendas mais baixas. A nível económico, acredita na criação de mecanismos de emissão de dívida verde e incentivos às empresas no combate às alterações climáticas.

Abril 28, 2025 . 08:00

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