
Rockin’1000 tem impacto económico direto de 3 milhões de euros
O evento musical Rockin’1000, cuja segunda edição em Leiria vai decorrer a 6 de setembro, tem um impacto económico direto de cerca de 3 milhões de euros (ME) . Os números foram avançados pelo vereador Carlos Palheira na reunião descentralizada do executivo que decorreu na passada terça-feira, acrescentando que o evento tem “retorno” para o concelho.
Carlos Palheira explicou que os cálculos têm em conta que cada pessoa que participa no evento gasta um valor de 100 euros, juntamente com os mil músicos que ficam instalados durante uma semana em Leiria, perfazendo então “um impacto económico de cerca de 3 ME diretos”.
Por outro lado, o vereador explicou que os custos do município com a organização do evento, ao nível logístico e já incluindo a recuperação do relvado, “não chegou aos 30 mil euros”. “Imaginem a proporção que temos entre o investimento e o retorno”, disse Carlos Palheira, em resposta ao vereador da oposição Álvaro Madureira, que levantou dúvidas pelo facto da promotora do espetáculo não pagar pela utilização do estádio.
“Nós vamos dar tudo a este evento e quem vai organizar podia dar algum contributo para o município visto que o estádio dá despesa. Eu penso que estes eventos são importantíssimos, não está em causa isso, mas em termos de negociação com o promotor, devíamos ter alguma coisa em troca para o município”, sublinhou Álvaro Madureira.
Carlos Palheira recordou que Leiria “é a primeira cidade do mundo” a acolher pela segunda vez consecutiva o Rockin’1000, e que isso só acontece porque “as famílias envolveram-se a acolher músicos” e a cidade “preparou pequenos eventos para que os músicos pudessem tocar”, entre outros.
Além disso, o vereador recordou que o evento permite a Leiria entrar na rota dos grandes eventos.
“O Rockin’1000 trouxe-nos a capacidade de dizer a todo o mundo que é possível ao estádio e à cidade acolher bons e grandes eventos”, concluiu.
Por sua vez, em relação a não haver pagamentos por parte da promotora do evento pela utilização do estádio, o presidente da Câmara recordou que “há muito boa gente que usa o estádio e não paga e devia pagar”. “Deixem-nos também decidir quando é que também deve ser à borla”, rematou Gonçalo Lopes.








