
Portugal ‘salvou a honra’ com o terceiro lugar no Mundial
A Seleção Nacional de futebol de praia venceu, este domingo, a congénere do Senegal, por 2-3, no jogo de atribuição dos 3.º e 4.º lugares do Campeonato do Mundo FIFA 2025.
Nas Ilhas Seicheles, os Heróis da Areia subiram, assim, ao terceiro degrau do pódio, que, na opinião do nazareno Jordan Santos, é um mal menor. “Era um jogo que não queríamos disputar, não viemos aqui para isto, mas temos de honrar o nome do nosso país e é melhor o terceiro lugar do que nada”, disse em declarações para o site da Federação Portuguesa de Futebol.
“A derrota [frente ao Brasil] foi dura, mas havia um terceiro lugar para ganhar, para vencer e foi que nós fizemos. Saímos daqui com a cabeça erguida, com uma vitória e agora é preparar os próximos desafios”, acrescentou.
“A chave do jogo foi a inteligência. Sabíamos que eram uma equipa muito forte fisicamente, queríamos contrariar isso, não perdendo tanto a bola, trocarmos mais a bola, fugirmos ao contacto e foi um jogo com mais inteligência.”
Também o leiriense André Lourenço mostrou-se resignado com o terceiro lugar, quando todas as metas apontavam para o título mundial. “Nós queríamos muito o Campeonato do Mundo. Somos uma seleção que está habituada a grandes conquistas, a grandes palcos, tivemos um jogo difícil ontem [sábado] digno de uma final. Ficamos muito tristes, tivemos poucas horas para recuperar psicologicamente, no entanto o que podíamos ganhar era o terceiro e o nosso objetivo foi conseguido”, rematou.
Quanto ao jogo, o duelo iniciou-se tímido com ambas as nações a respeitarem-se mutuamente, com fortes batalhas no centro do terreno. Aos três minutos, os africanos chegaram à vantagem, com um remate cruzado de Ninou Diatta, com o esférico ainda a tocar em Mano, mas acabando por entrar na baliza lusa.
Um minuto depois surgiu a resposta portuguesa, com a jogada a começar no guardião nacional, a encontrar Bê Martins, para o virtuoso ala descobrir André Lourenço. O camisola número três serviu, de cabeça o nazareno Rúben Brilhante, que sem deixar a bola tocar no solo, atirou para uma extraordinária defesa de Ali Seyni Ndiaye.
A Equipa das Quinas continuou a elevar o ritmo de jogo, não conseguindo ainda assim ferir a baliza oponente, levando o marcador a 1-0 para o primeiro descanso.
O segundo tempo começou com nova ameaça lusa, desta feita por Jordan Santos. O pé canhão da Nazaré apanhou o esférico à entrada da área, aos dois minutos, puxou a culatra atrás e só o poste direito do Senegal impediu o golo da igualdade.
O combate permaneceu intenso, com ambos os conjuntos a apostar na transição rápida, com a bola a teimar em não entrar, depois de grandes oportunidades criadas pelos comandados de Mário Narciso, num segundo período sem golos.
As decisões foram levadas para o último e derradeiro tempo. Portugal queria e teve, logo a abrir a terceira parte, um golo que há muito merecia e não poderia desejar em melhor estilo. Jordan Santos, na esquerda, centrou para Léo Martins, que com todo o engenho e magia, finalizou de calcanhar para o tento do empate.
Os senegaleses voltaram a faturar, aos sete minutos, com um potente remate de Sidy Fall, de livre direto, sem hipóteses de defesa para Pedro Mano, com o esférico a entrar no ângulo direito da baliza. No entanto, o conjunto nacional guardou toda a emoção para os instantes finais, com Rui Coimbra a dar o mote, aos oito minutos, com um golo cheio de oportunidade e engenho.
O tento da vitória foi apontado por André Lourenço, aos dez minutos, após converter de forma exemplar uma grande penalidade, conquistando, assim, a medalha de bronze para a Seleção Nacional de Futebol de Praia.
“Na atitude, na garra, às vezes há jogos assim. Sabíamos que o Senegal é uma equipa muito forte, muito física, sabíamos que seria difícil. Há jogos onde a bola entra, outros que a bola não entra. Tivemos muita bola, muita ocasião e há jogos que têm de ser na raça, na atitude e no companheirismo e foi assim”, contou André Lourenço.
Já Jordan Santos acredita que a chave do jogo esteve na “inteligência” lusa. “Sabíamos que eram uma equipa muito forte fisicamente, queríamos contrariar isso, não perdendo tanto a bola, trocarmos mais a bola, fugirmos ao contacto e foi um jogo com mais inteligência”, concluiu.
André Lourenço foi o segundo melhor marcador
Na lista dos melhores marcadores foi André Lourenço a brilhar, sendo considerado o segundo melhor matador, com oito golos apontados, somente batido por Bryshtsel (11 golos).
Seleção já pensa na Liga Europeia
Os Heróis da Areia, atuais campeões da europa, iniciam a defesa do título em Espanha, na primeira etapa da Liga Europeia. No Grupo B, o conjunto nacional defronta as congéneres da Turquia (jogo a 23 de maio), França (24 de maio) e Polónia (25 de maio), com o objetivo de somar o maior número de pontos para chegar à Superfinal, em setembro, na melhor posição possível.
O Selecionador Nacional, Mário Narciso, convocou 12 jogadores, com destaque para a presença dos nazarenos Diogo Dias, Jordan Santos e Rúben Brilhante, todos jogadores do ACD Sótão, e dos leirienses Bernardo Lopes (ACD Sótão) e André Lourenço (AD Buarcos).|








