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Centro de Artes Villa Portela vai abrir portas aos visitantes antes de setembro

Questionado quanto à possibilidade de uma nova derrapagem no orçamento - o valor inicial de mais de 2,8 milhões de euros já tinha sido ultrapassado em janeiro deste ano, fixando-se em cerca de três milhões de euros, o autarca não quis avançar com novos dados.

A complexidade da obra e os condicionamentos nos danos da estrutura adiaram a inauguração do Centro de Artes Villa Portela, mas o presidente da Câmara de Leiria mostra-se otimista e aponta já para antes de setembro a inauguração do novo espaço cultural da cidade do Lis.
“É uma obra com muita complexidade. É uma obra de restauro, obriga a muitas empresas de especialidade, nomeadamente de madeiras. Há também os condicionantes da estrutura, que apresentava alguns danos estruturais e hoje em dia também há uma forte competição em termos de obras públicas e privadas e o setor da construção atualmente tem ritmos muito mais lentos do que no passado. Estamos a gerir, está dentro do prazo dos fundos comunitários”, explicou Gonçalo Lopes ao Diário de Leiria, ontem, durante uma visita ao edifício, no âmbito do Roteiro ‘Centro 2030 no terreno’.
Questionado quanto à possibilidade de uma nova derrapagem no orçamento - o valor inicial de mais de 2,8 milhões de euros já tinha sido ultrapassado em janeiro deste ano, fixando-se em cerca de três milhões de euros, o autarca não quis avançar com novos dados, esclarecendo apenas que “este tipo de obras tem sempre trabalhos extra”. “Também há outros trabalhos que deixamos de fazer, ainda não está a obra concluída. Há sempre um ajuste que tem a ver com a inflação. (...) Esta obra demorou algum tempo e portanto há uma atualização que se chama revisão de preços, que vai ficar superior ao que era original”, explicou.
O espaço que vai ser transformado num equipamento público cultural, aberto a toda a comunidade, está a sofrer intervenções desde 2022 e estimava-se que a inauguração decorresse em maio deste ano.
Isabel Damasceno, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, acompanhou a visita e destacou o papel dos fundos comunitários no desenvolvimento da obra. “Para nós é uma realização muito grande ver isto e confirmar os fundos comunitários que, por vezes, as pessoas não sabem onde são aplicados. São aplicados em boas obras, em boas decisões e em bons projetos”, afirmou.
“Para mim, pessoalmente, é muito importante e tem um significado acrescido, não posso deixar de o dizer. No meu passado tive algumas ligações à cidade e sempre achei que isto era uma estratégia correta, comprar ou encontrar uma solução de compromisso com o proprietário, mas pôr este espaço ao serviço da população de Leiria”, acrescentou.
Para o futuro Centro de Artes, o “diálogo” será feito numa ligação entre os três espaços: o chalé, o laboratório e o jardim, de 17 mil metros quadrados, que serão complementados com uma cafetaria. Foi ainda construído um pequeno auditório, com um lago, que pode ser coberto para receber eventos.
O chalé servirá como um espaço expositivo, que vai estar em permanente transformação, acolhendo ainda uma biblioteca onde será possível consultar livros. O edifício central tem um piso subterrâneo que será utilizado para arrumos e questões técnicas. No piso térreo, vão existir três áreas dedicadas a exposições, espaço que será aumentado nos pisos superiores, num total de oito áreas expositivas. O último piso do chalé será dedicado a ‘media arts’, numa vertente que cruza a multimédia e as tecnologias de informação.

Maio 28, 2025 . 08:30

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