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MESTRA celebra cerâmica ao vivo nas Caldas da Rainha

Mais de 50 ceramistas e designers de todo o país vão reunir-se entre sexta-feira e domingo, na Mestra, que vai decorrer nas Caldas da Rainha, cuja programação inclui oficinas, passeios comentados, música e gastronomia.

A terceira edição da Mestra - Mostra Mercado da Cerâmica vai juntar artesãos, artistas e ‘designers’ de todo o país no Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, entre a próxima sexta-feira e domingo.
A Mestra propõe uma programação abrangente, que reúne tradição e inovação em iniciativas como a exposição e venda de peças únicas a decorrer no Parque D. Carlos I, em simultâneo com demonstrações de técnicas tradicionais e contemporâneas, experiências criativas e criações ao vivo.
Durante três dias, o Parque transforma-se num verdadeiro laboratório a céu aberto, onde visitantes de todas as idades poderão pôr as mãos no barro, pintar azulejos, ilustrar receitas, criar pincéis com plantas do parque ou moldar o seu próprio objeto de gesso. Haverá também passeios comentados pela cidade, oficinas para famílias, performances com marionetas de barro e concertos que nascem de instrumentos improváveis, como cântaros, bilhas ou regadores convertidos em percussão eletrónica.
Segundo a organização, para quem quer trocar o ecrã por uma roda de oleiro, ou o ‘scroll’ por um ‘workshop’ ao ar livre, a MESTRA é o lugar certo. Com entrada livre, o evento “cruza tradição e contemporaneidade com uma curadoria pensada para surpreender e envolver”.
Este ano, o evento aposta fortemente nas experiências criativas abertas ao público. Oficinas como ‘Pincéis do Mato’, ‘Zás-Catracartaz!’ ou a ‘Oficina das Mãos de Barro’ (da d’Orfeu AC), são apenas algumas das propostas que desafiam o público a experimentar, improvisar e criar com as mãos.
A experiência prolonga-se pela cidade: nos passeios de azulejaria urbana ‘Uma cidade que se conta em cinco séculos de azulejo’, promovidos pela Azulejaria Sá Nogueira, é possível aprender técnicas como corda seca, padrão ou relevo e reproduzir, no momento, os azulejos que marcam as fachadas caldenses. Um dos momentos simbólicos da programação será a inauguração do painel coletivo de azulejos, criado pelos ceramistas participantes em homenagem a D. Leonor, fundadora da cidade, celebrando os 500 anos do seu legado com uma obra pública que reflete o espírito colaborativo da MESTRA.
A programação estende-se também à música e à performance. O Coro Social do Bairro abre o certame com uma abordagem contemporânea à música de intervenção, o Trio MaraBilha transforma objetos cerâmicos em percussão eletrónica e a Supertronik Bootleg encerra com uma ‘brasshouse’ improvisada. Pelo meio, a Trupe Fandanga leva à cena um espetáculo de marionetas de barro que é, simultaneamente, escultura e teatro.
Para quem gosta de cultura, a MESTRA 2025 apresenta ainda o ciclo de conversas ‘As Mãos Pensam’, com curadoria de Celeste Afonso. O programa propõe uma escuta crítica, poética e participada sobre o lugar do artesanato hoje.
Designers, pensadores, artesãos, arquitetos e artistas sentam-se à mesma mesa para refletir sobre identidade, linguagem manual, sustentabilidade, humor cerâmico e o futuro do fazer. As primeiras sessões decorrem durante a MESTRA, mas o ciclo prolonga-se até outubro.
No evento, haverá ainda espaço para uma pausa saborosa com propostas locais. No recinto, a centenária Mercearia da Pena serve os tradicionais lagartos, bolos secos de receita própria, e o Café d’Avó, uma mistura original da Mercearia Pena. Na MESTRA encontram-se opções para todos os gostos.
A abertura da MESTRA decorre na sexta-feira, no Parque D. Carlos I, às 18h00, com a inauguração da exposição coletiva de azulejo RAINHA MESTRA.

Junho 19, 2025 . 13:00

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