A exploração do discurso da confiança e da mudança nas eleições autárquicas
Vamos entrar em campanha eleitoral para as autárquicas. Começam a surgir os primeiros cartazes, apresentações e conteúdos nas redes sociais. E, como tem sido hábito, as palavras “confiança” ou “mudança” dominam. Obviamente fazem sentido, pois transmitem conceitos poderosos, dizem muito e nada ao mesmo tempo. Ajudam a enquadrar apesar de serem vagos. Ficamos com uma ideia daqueles que procuram uma reeleição, alguém que supostamente tem provas dadas ou então no seu oposto. Podem também ajudar a clarificar quem procura mudar o status quo. O problema é que as palavras, embora sejam imateriais, gastam-se. Desconfiamos, naturalmente, de quem precisa dizer que é de confiança. E para mudar não basta dizer que se quer algo de novo, é preciso mostrar provas. Opera-se em teatros incertos e subjetivos. Por isso, quem utiliza novos conceitos tem crescido eleitoralmente. Pelo menos soa a algo diferente, ainda que possa ser mais do mesmo.
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