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Praias Fluviais – Um contínuo potencial desperdiçado na região

Agosto 14, 2025 . 17:30
Opinião: “Quando me refiro a praias fluviais estou a considerar soluções de aproveitamento de linhas de água existentes, mas também de criação de piscinas artificiais naturalizadas, e até piscinas oceânicas, pois uma parte considerável das nossas praias de mar são desadequadas para banhos seguros. Temos zonas onde isso poderia ser feito de imediato, com inúmeros benefícios”.

Volto a falar deste assunto. Quase todos os anos refiro isto, mais ou menos por esta altura. Existem algumas praias fluviais no distrito e região de Leiria. Podíamos ter muito mais. Há um imenso potencial por explorar. E quando me refiro a praias fluviais estou a considerar soluções de aproveitamento de linhas de água existentes, mas também de criação de piscinas artificiais naturalizadas, e até piscinas oceânicas, pois uma parte considerável das nossas praias de mar são desadequadas para banhos seguros. Temos zonas onde isso poderia ser feito de imediato, com inúmeros benefícios.
Mas sobre as praias fluviais. Temos linhas de águas e nascentes que poderiam ser aproveitadas, com projetos que respeitem as características naturais e ambientais. Falo de projetos com potencial de salvaguarda do património natural, mas também da promoção de novas formas de turismo, mais naturalistas. A existência dessas massas de água e dos espaços verdes circundantes têm um especial valor durante o verão, ajudando a regular temperaturas e disponibilizando massas de águas para combater incêndios quando cumpridos os devidos requisitos. São reservas de águas que podem desempenhar várias funções se forem devidamente planeadas. Em certas localidades são mesmo a única atração de verão e algo que ajuda a reter pessoas. Essas praias fluviais ajudam a desenvolver a economia local de espaços onde escasseiam atividades, equilibrando a oferta e procura de turismo estival.
Mas vamos a exemplos, os mesmos que refiro constantemente. No concelho de Leiria, continuamos sem praias fluviais formais em Cortes, Lapedo e Caranguejeira, havendo com certeza outros locais que se poderiam ajustar a esse efeito. Para além do potencial turístico e de aumento da qualidade de vida local, implementar este tipo de praias obrigava a uma supervisão da segurança dos espaços e da qualidade da água, pois algumas dessas massas de água são utilizadas de forma informal por visitantes ou residentes com todos os perigos associados.
Outro exemplo é o de Maças de Dona Maria, freguesia e vila de Alvaiázere. Há anos que o projeto de praia fluvial está por arrancar. A Ribeira de Alge está por explorar, mas também zonas de nascentes de água e fontes, sendo a Fonte do Pereiro um desses casos. Desperdiça-se o potencial de criar espaços de lazer utilizando os recursos existentes. Seria benéfico para esta vila, tal como para tantas outras, se existissem piscinas ou sistemas equivalentes que contribuem para as dinâmicas e atividades sociais de verão. Alavancava a economia local, os comércios, a utilização do parque habitacional, que, ao contrário das cidades, está maioritariamente desocupado. Provavelmente, até ajudaria a retirar pressão de alguns centros urbanos caso estas antigas vilas e aldeias atraiam mais pessoas. Hoje, o trabalho remoto digital e a maior flexibilidade do mercado de trabalho, são oportunidades. Estes territórios podiam ser reinventados, explorando o seu potencial natural. Em ano de eleições espero que considerem estas opções e pensem em todo o potencial que tem sido desperdiçado.

Agosto 14, 2025 . 17:30

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