
A ‘Batalha Real’ pincelada por António Cassiano Santos
No mês em que se o dia em que se celebram os 640 anos da Batalha de Aljubarrota, o Armazém das Artes apresenta uma nova proposta artística que mergulha nas memórias coletivas e nos imaginários da história de Portugal. ‘Batalha Real’ é uma pintura de grande formato da autoria de António Cassiano Santos que, a partir de mitos, lendas e factos, transporta o visitante para uma nova leitura do passado e do presente, num campo de batalha onde a contemplação ainda tem lugar.
A obra ficará patente em exposição até 1 de março de 2026. O projeto insere-se no trabalho continuado do Armazém das Artes, que acolhe artistas contemporâneos com propostas que cruzam investigação, arte e comunidade.
"A Batalha de Aljubarrota é um estrondoso marco histórico e também um profundo poço de especulação, de mitologia e do lendário. Este projeto propõe uma leitura do conteúdo, geralmente subentendido, que rega as lendas e mitos da batalha, focando-se na contrariedade que equilibra a progressão da sociedade", refere o autor António Cassiano Santos.
António Cassiano Santos destaca “a resistência vencedora” que inspira a obra. “É mais um caso de 'nós contra eles', onde graças à resiliência e ao engenho se repete o arquétipo de David e Golias”, acrescentando que o reinterpretar alegórico da Batalha de Aljubarrota “resulta da procura pela reinserção dos valores patrióticos na cultura portuguesa, garantindo que não se afasta a realidade da mescla cultural que caracteriza a nossa sociedade”.
Para Maria Manuel, diretora executiva do Armazém das Artes, citada em comunicado, “é uma enorme honra” apresentar este projeto, “dá-lo ao público para dele usufruir e usá-lo como pretexto para muitas outras reflexões pertinentes no nosso tempo”.
“Cumpre-se, mais uma vez, um dos desígnios mais importantes do Armazém: recorrer ao património e à história para novas criações e reflexões contemporâneas”, acrescenta Maria Manuel, destacando do artista a sua “pincelada marcante e influência renascentista, aliando versatilidade, criatividade e inteligência na criação de obras fascinantes”.
O Armazém das Artes acolheu este projeto “com confiança, reconhecendo nele um talento promissor da sua geração”, reforça ainda Maria Manuel.







