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Autarca acredita que Feira de São Bernardo tem “um enorme potencial para crescer”

Da tradição ao dinamismo económico, a Feira de São Bernardo, que começa hoje, continua a afirmar-se como um dos maiores cartões de visita do concelho. Nesta edição, o município reforça a ambição de tornar o evento numa “referência nacional”.

Qual é a importância da Feira de São Bernardo no contexto cultural, económico e social do concelho?

A Feira de São Bernardo é um dos maiores marcos identitários do concelho de Alcobaça, tanto pela sua relevância histórica como pelo seu impacto presente. Culturalmente, representa um elo entre tradição e modernidade, mantendo viva a celebração do padroeiro, São Bernardo, enquanto se adapta aos tempos atuais. Do ponto de vista económico, assume-se como um importante motor de dinamização local, envolvendo setores tão diversos como o turismo, a gastronomia, o artesanato, a agricultura, a indústria e o comércio. Socialmente, é um espaço de encontro e de celebração familiar, sendo vivida com grande intensidade por todos os alcobacenses.

De que forma é que a autarquia tem procurado reforçar a atratividade da feira ao longo dos anos?

Nos últimos quatro anos, temos vindo a consolidar um novo modelo de Feira de São Bernardo, assente na qualidade da programação, na representatividade dos nossos setores económicos e na aposta clara no encontro e segurança das famílias. A inovação é uma constante, tanto na dimensão cultural e artística como na forma como convocamos os diferentes agentes económicos e sociais do concelho. Exemplo disso é a criação da exposição ‘Marcas de Alcobaça’, que visa dar palco aos setores mais emblemáticos do nosso território, de forma rotativa e inclusiva.

O que distingue esta edição da Feira de São Bernardo face às anteriores? Houve alguma aposta especial ou novidade este ano?

Este ano damos continuidade ao modelo que se tem revelado um enorme sucesso, introduzindo novos elementos de surpresa e diversão, sobretudo pensados para as famílias. A exposição ‘Marcas de Alcobaça’ volta a estar em destaque, desta feita com foco na cerâmica, na cutelaria, permanecendo o agroalimentar — três setores de excelência da nossa economia. Mantemos também o compromisso com uma feira segura, acessível e inesquecível, reforçando a presença das autoridades e a organização dos espaços.

A programação musical continua a ser um dos grandes atrativos da feira. Como foi feita a escolha dos artistas e o que pretende o município com esse cartaz?

A escolha da programação musical é feita com base num critério de equilíbrio entre popularidade, diversidade de estilos e abrangência etária. Pretendemos oferecer momentos de qualidade artística, capazes de mobilizar diferentes públicos e de promover a vivência coletiva. A música é uma linguagem universal e, na Feira de São Bernardo, é também um fator de atração turística e de dinamização do comércio e da restauração local.

A zona das tasquinhas continua a privilegiar a gastronomia local. Que tipos de pratos os visitantes poderão degustar?

As tasquinhas continuam a ser um dos grandes pilares da Feira de São Bernardo, pela sua autenticidade e capacidade de valorização da gastronomia local. Os visitantes poderão encontrar uma grande diversidade de pratos típicos da nossa região, preparados com dedicação pelas associações locais: do frango assado ou na púcara, ao leitão e ao polvo, não esquecendo o bacalhau, das sopas tradicionais aos doces conventuais, sem esquecer os vinhos e licores da nossa terra. É uma experiência gastronómica que reflete a alma do concelho.

De que forma a feira contribui para promover os produtos endógenos de Alcobaça, como a maçã, o vinho, os doces conventuais ou o artesanato?

A Feira de São Bernardo é uma montra privilegiada dos produtos endógenos de Alcobaça. Através da exposição ‘Marcas de Alcobaça’, das tasquinhas, da zona agrícola e de artesanato, valorizamos o que é nosso e promovemos a identidade local junto de milhares de visitantes. A Maçã de Alcobaça, em particular, tem sido uma presença constante e parceira na dinamização da feira. A Festa da Maçã, realizada em edições anteriores, demonstrou bem o potencial da colaboração entre autarquia e setor produtivo.

Sendo São Bernardo o padroeiro do concelho, a feira tem também uma dimensão simbólica e identitária. Como é que o município trabalha essa ligação à história e identidade local?

A ligação à figura de São Bernardo está na génese da própria feira. A autarquia assume essa herança como um elemento central da programação, promovendo atividades religiosas, culturais e simbólicas que evocam a memória e a identidade de Alcobaça. A realização da feira em agosto, mês do padroeiro, reforça essa ligação, permitindo que a festa se assuma como um momento de celebração da nossa história, dos nossos valores e da nossa comunidade.

Quantos visitantes são esperados nesta edição?

Tendo em conta a evolução positiva dos últimos anos, estimamos, à semelhança da edição anterior, a presença de mais de 100 mil visitantes ao longo dos cinco dias da feira. É um número que confirma a importância regional e nacional do evento, assim como o envolvimento de todos os que fazem parte da sua organização.

Desde 2022 que a Feira voltou ao centro da cidade, entendendo-se entre o Rossio e a Cova da Onça. Esta decisão foi uma aposta ganha?

Sem dúvida. O regresso da Feira de São Bernardo ao centro histórico da cidade representou um passo estratégico na valorização urbana de Alcobaça. Esta localização permite maior integração com o comércio tradicional, com os espaços culturais e religiosos, e com toda a dinâmica urbana da cidade. A proximidade entre as diferentes zonas do recinto favorece a mobilidade pedonal e oferece uma experiência mais coesa e familiar ao visitante.

Qual é a grande ambição do município para o futuro da Feira de São Bernardo?

A grande ambição passa por consolidar a Feira de São Bernardo como um dos eventos de referência a nível nacional, quer pela sua qualidade, quer pela sua capacidade de promover o concelho de forma integrada. Estamos a trabalhar no sentido de reforçar a medição do impacto económico e social do evento, melhorar continuamente a experiência dos visitantes e valorizar ainda mais os agentes locais. Acreditamos que a feira tem um potencial enorme para crescer, sempre com equilíbrio, autenticidade e sustentabilidade.

Agosto 20, 2025 . 15:00

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