
Multidão celebrou cultura gótica com empatia
A cidade do Lis voltou a vestir--se de preto entre quinta-feira e sábado para celebrar a cultura e a música gótica, este ano, sob o lema ‘Mais empatia, melhor humanidade’, que resume a posição do festival.
A 14.ª edição do festival Extramuralhas registou uma enchente de festivaleiros que, ao longo dos três dias, dançaram e cantaram ao som de 21 artistas nacionais e internacionais de diferentes estéticas da música independente.
No primeiro dia do Festival Extramuralhas, o presidente da Fade In, responsável pela organização do evento, adiantou, em declarações ao nosso jornal, que o mundo vive atualmente “uma convulsão, um retrocesso civilizacional” com guerras à mistura, tornando-se importante “sentir o que o outro sente”, pois, “só desta forma é que o mundo se tornará mais pacífico”.
Carlos Matos considerou “imperioso” usar a “arte e a cultura como veículo privilegiado para a difusão de princípios de solidariedade, respeito pela igualdade e desejo de paz”.
À semelhança dos últimos anos, os concertos repartiram-se pela Igreja da Misericórdia - Centro de Diálogo Intercultural, Teatro José Lúcio da Silva, Stereogun e Jardim Luís de Camões, sendo que neste espaço público, no centro da cidade, realizaram-se 11 espetáculos com entrada livre.
Os britânicos Matt Elliott, And Also The Trees e Keeley Forsyth e os belgas Suicide Commando foram os cabeças de cartaz do evento, mas muitos outros artistas oriundos de vários países fizeram as maravilhas dos festivaleiros.
O festival Extramuralhas arrancou no Teatro Miguel Franco com a exibição do documentário ‘Monk in pieces’, dedicado à artista norte-americana Meredith Monk.







