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CDU recandidata Pedro Alves à Câmara de Alvaiázere

Pedro Alves é funcionário no IPMA.

A Coligação Democrática Unitária (CDU) recandidata Pedro Alves à Câmara de Alvaiázere nas próximas eleições autárquicas, com o cabeça de lista a salientar que este é um ato de cidadania.
“É perfeitamente um ato de cidadania, não há dúvida nenhuma. É uma oportunidade que eu tenho de fazer exprimir pontos de vista que habitualmente são esquecidos e que não são veiculados no espetáculo político”, afirmou Pedro Alves, de 65 anos.
O candidato, que integra a lista da CDU na qualidade de independente, é funcionário no Centro de Documentação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, em Lisboa.
Sobre a sua recandidatura, declarou que “é uma oportunidade de dizer algumas coisas que mais ninguém diz” num concelho onde “existe uma ditadura de um partido único”.
“A maior oposição que existe ao PSD é o próprio PSD, que se desdobra em listas. Há quatro anos tiveram duas listas, desta vez têm duas listas desdobradas na lista do PS, que é uma lista também do PSD”, observou o cabeça de lista.
Referindo que ao concorrer nas autárquicas de 12 de outubro ganha apenas “uma atitude de cidadania”, Pedro Alves adiantou, contudo, ter “responsabilidades acrescidas por ser filho, neto e bisneto de alvaiazerenses”, e porque lhe está no sangue a vila e concelho de Alvaiázere, onde foi responsável pela criação do Festival do Chícharo.
O candidato criticou a existência de problemas “tão comezinhos, tão fáceis” de resolver no concelho, como o cemitério na sede do concelho “há três anos sem parte de um muro”, considerando, também, existir “um desmazelo crónico nas ruas”.
“Temos um coreto que é um dos coretos mais bonitos do país, está perfeitamente abandonado”, assinalou.
O candidato criticou também os autarcas que, em cada eleição, apresentam “bojardas de coisas modernas”, num concelho onde “mais de metade das casas continua sem saneamento básico”.
“Há 25 anos que estamos no século XXI, ainda parece que estamos no século XVIII ou no século XIX e ninguém fala disso”, lamentou, frisando que o saneamento básico é uma questão de qualidade de vida.
Reconhecendo que vai a votos “com uma diferença brutal entre meios técnicos, de propaganda e apoiantes” comparativamente a outras candidaturas, Pedro Alves reiterou ter “uma atitude cívica de ir ao confronto sereno, para discutir propostas, ideias, respeitar e ser respeitado, mas obrigar os outros a tomarem também decisões e a confrontá-los com fatores de inércia que são crónicos naquela terra”.
Um dos problemas crónicos, “com uma agonia mortal de ano para ano”, é o decréscimo de população, disse o candidato, alertando para esta “agonia persistente, permanente”.|

Agosto 27, 2025 . 11:00

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