
Leiria recebe ação de protesto pela floresta
Leiria irá receber uma ação de protesto pela floresta no sábado, no Jardim Luís de Camões, pelas 16h00. Segundo a organização, o objetivo é “assinalar que os sucessivos incêndios florestais não são meros acidentes, mas fruto de escolhas políticas e apontar para a urgência de soluções democráticas que travem a crise climática e a regeneração da floresta em Portugal”.
Este protesto ocorre em pelo menos 15 localidades em Portugal, sob o lema ‘Deseucaliptar, Descarbonizar, Democratizar’, convocado pela Rede Emergência Florestal/Floresta do Futuro.
Mariana Plácido, porta-voz do protesto, afirma que “há menos de um mês o nosso país ardia, tendo ocorrido este verão o maior incêndio já registado na história deste país”. “A sociedade não pode passar o tempo desfocada das questões essenciais que têm que ver com o futuro e a viabilidade do próprio país. Assim, o protesto do próximo fim-de-semana traz a inultrapassável realidade dos nossos tempos: transformaremos a paisagem, planearemos a re-ocupação dos territórios abandonados e travaremos o aumento da temperatura porque estamos vivos hoje e neste tempo, e não iremos desistir”, disse, citada numa nota de imprensa.
Em comunicado divulgado, um dos organizadores do protesto, o investigador em alterações climáticas João Camargo, justificou a repetição do evento pela Floresta do Futuro com o que já é “mais um ano de devastadores incêndios florestais” e anunciou um processo de mobilização que envolve organizações nacionais e na Galiza, em Espanha, onde a portuguesa Altri “quer impor a construção de uma nova fábrica de celulose na Galiza, contra a vontade das populações locais”.
Em Portugal, os ambientalistas criticam a atividade de empresas como a Galp e a EDP, que contribuem para o aquecimento global, que torna as ondas de calor mais frequentes e letais, recordando as centenas de mortes em excesso na última semana no país, mas sobretudo da Altri e da Navigator, celuloses “que se encontram no top das empresas mais poluentes do país” e responsáveis por vastas extensões de eucaliptal no território.
“Apesar da exausta promessa de que gerem bem as áreas de que recebem a madeira, nos últimos dias foram muitas as plantações destas celuloses em Aveiro, em Arouca e em Santarém, que arderam”, lê-se no comunicado.
A organização recorda que em 2024 o protesto reuniu centenas de pessoas em dezenas de aldeias e cidades do país.







