
Bola parada resolve jogo equilibrado
Perante uma bela moldura humana, o GD Nazarenos não conseguiu impedir a derrota pela margem mínima (0-1), diante um opositor de três divisões acima num jogo em que não se notou a diferença dentro das quatro linhas.
Como seria de esperar, os visitantes surgiram mais dominadores, mas sem que isso se traduzisse em oportunidades de golo. Só ao minuto 17 criaram algum perigo através de Matheus Martins que atirou forte, mas torto. Pouco depois foi Diego Fernandes a concluir bom envolvimento colectivo, mas, bem posicionado, pecou na finalização.
A grande oportunidade da primeira parte estava reservada para os donos da casa, quando Vavá se isolou, mas já no interior da área não foi lesto a rematar, tendo um defensor contrário intercetado o lance, para desespero das hostes rubro-negras.
Ainda antes do intervalo, Ricky trabalhou bem no último terço do terreno, solicitando posteriormente David Santos, mas este, à entrada da área, atirou muito por cima da baliza.
O reatamento não poderia ter começado pior para os anfitriões, pois logo no segundo minuto, Anailson, na sequência de um livre direto, inaugurou o marcador, num lance em que o esférico embateu num dos homens da barreira, traindo Afonso Botelho, que nada pode fazer. Estava aberto o ativo.
O Nazarenos sentiu o tento sofrido e Gonçalo Cardoso esteve perto de ampliar a vantagem, após um pontapé de canto, cabeceando com muito perigo, mas por cima (56’).
Os comandados de Walter Estrela não deitaram a toalha ao chão, e tentaram reagir pelos pés de Tony, numa iniciativa do lateral pela esquerda, arriscando o remate, mas sem direção.
Seguiu-se uma fase não tão bem jogada, com muitas faltas e substituições à mistura, até que ao minuto 73, numa forte arrancada de Ronaldo Lumungo pela meia esquerda, Afonso Botelho, numa saída arrojada, impediu o segundo golo dos forasteiros.
Na jogada seguinte, foi Rafael Vieira que, no meio dos centrais, saltou mais alto que todos e de cabeça enviou a bola à barra da baliza nazarena.
Até final, os visitados tentaram por todos os meios chegar à igualdade, mas encontraram pela frente um conjunto mais experiente e que conseguiu neutralizar todas as investidas do seu opositor. Por outro lado, os pacenses, aproveitando os espaços concedidos, quase aumentaram a vantagem num remate de Costinha para defesa de Botelho e, na recarga, Lumungo, em excelente posição, atirou incrivelmente por cima.
Luís Godinho e seus pares realizaram uma exibição irregular, tendo pecado na dualidade de critérios, com claro prejuízo da formação da casa.







