
Trump avisa que Irão pagará 'preço várias vezes' pela morte de militares
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou que o Irão pagará "o preço várias vezes" por cada soldado norte-americano morto, na sequência da morte de militares norte-americanos em ataques iranianos no Médio Oriente.
Donald Trump afirmou ter transmitido esta instrução aos responsáveis militares, nomeadamente ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e a toda a cúpula militar norte-americana.
Nos últimos dias, dois soldados norte-americanos morreram num ataque iraniano contra uma base militar na Jordânia e outro faleceu no Iraque devido à detonação de um explosivo iraniano.
Estas são as primeiras baixas registadas desde a quebra do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, ocorrida há quase duas semanas.
Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, uma ofensiva contra o Irão, pelo menos 17 militares norte-americanos morreram em ataques iranianos a bases norte-americanas no Médio Oriente.
Sobre uma polémica relacionada com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, Trump garantiu que ele "não será detido, sob qualquer forma que seja, enquanto se encontrar nos Estados Unidos".
Esta declaração surge dois dias após o presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, ter referido a possibilidade legal de deter Netanyahu durante a Assembleia-geral da ONU em setembro, afirmando que Netanyahu "tem o seu lugar em Haia".
Mamdani indicou que não tem certeza sobre a autoridade para prender um líder estrangeiro e que mantém "discussões ativas" com as autoridades de Nova Iorque sobre o assunto, afirmando: "O que quer que a lei me permita fazer em Nova Iorque é o que faremos".
Netanyahu acusou Mamdani de apoiar o movimento islamita palestiniano Hamas e declarou: "Penso que, no fundo, ele odeia os Estados Unidos".
O Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, emitiu mandados de detenção contra Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza, no âmbito da ofensiva israelita lançada em retaliação ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.







