
Nuno Violante critica aposta no grande comércio em Leiria
O candidato da CDU à Câmara de Leiria nas eleições autárquicas, Nuno Violante, criticou ontem a aposta no grande negócio, com consequências para os pequenos produtores e comerciantes. “Achamos que o desenvolvimento do concelho depende também dos pequenos produtores e a falta de investimento no regadio de Santa Eufémia, por exemplo, ou mesmo nos campos do Lis, estão a afetar estas pessoas, juntamente com a aposta e o constante apoio ao grande negócio e às grandes superfícies, que afetam também os pequenos comerciantes da cidade”, disse à agência Lusa Nuno Violante.
À margem da primeira ação de campanha da CDU (coligação que junta os partidos Comunista e Ecologista Os Verdes), no mercado municipal, o candidato referiu que o concelho tem “dezenas de milhares de pequenas e médias empresas, muitas delas ligadas ao pequeno comércio, que estão a ser deixadas ‘ao abandono’ por várias razões”.
Para o cabeça de lista, “a aposta no grande comércio” é um facto “evidente em Leiria”, notando que basta uma grande cadeia de hipermercados dizer que quer “um novo terreno, um novo edifício e ele surge a uma enorme velocidade”. “Por outro lado, isto associa-se a outras questões, como é o urbanismo e, quando estamos a tirar as pessoas da cidade, muito por culpa do preço da habitação e das rendas, é mais do que evidente que o pequeno comércio se vai ressentir”, alertou.
Segundo Nuno Violante, “não ter visão para alterar isto e fazer conviver serviços com as famílias, com o comércio, retira vivacidade à cidade e negócio aos pequenos comerciantes”.
No mercado, onde contactou com vendedores e clientes, a comitiva da CDU foi confrontada com queixas de negócio fraco e críticas aos políticos, mas ouvindo de peixeiras da Nazaré o apoio incondicional ao candidato da CDU à Câmara, João Delgado.
“De facto, com políticas de fachada, muito pouco alinhadas e coerentes entre elas que, essencialmente, o PS e o PSD têm feito a nível nacional, mas também a nível local, há esta perceção de que são todos iguais, de que quando vão para o ‘poleiro’ todos fazem o mesmo, o que, na nossa opinião, não é verdade, aliás, as câmaras de CDU assim o mostram”, declarou o candidato, professor de 48 anos.
E antes de deixar o mercado, ainda foi à loja ‘Sorte ao jogo’, com jogos da Santa Casa, distribuir panfletos, e admitiu que “a CDU também tem de investir nisso [sorte]”, para destacar que “a população é que tinha mais sorte se votasse CDU”.








