
Homenagem a Susana Gravato com rosas e balões brancos
Susana Gravato perdeu a vida de forma súbita e trágica, na passada terça-feira, no interior da sua residência, na Gafanha da Boa Hora. A advogada e vereadora cessante na Câmara de Vagos terá sido assassinada por disparo de arma de fogo, ao que tudo indica pelo próprio filho, menor, de apenas 14 anos, recorrendo a uma arma de fogo do pai.
A tragédia deixou em choque toda a comunidade, em especial as pessoas que conheciam Susana Gravato e que não se conformam com a sua partida cedo demais. Colegas de trabalho, amigos, clientes, conhecidos, todos recordam a sua simpatia, energia, luz, disponibilidade e vontade de ajudar o próximo e foi, precisamente, essa dor coletiva que motivou a homenagem que ontem aconteceu, às 13 horas, na Praia da Vagueira.
Uma apaixonada pelo mar
Susana foi, por várias vezes, recordada pelo amor e atração que sentia pelo mar, pelas visitas que fazia regularmente à praia e foi ali, precisamente, que muitos amigos e conhecidos se quiseram despedir, "de uma forma leve e bonita". Munidos de rosas e balões brancos, o grupo de cerca meia centena de pessoas juntou-se no paredão, e entre lágrimas e muita emoção, despediram-se "da nossa Susana, um ser de luz que fica para sempre nos nossos corações".
De referir que esta manifestação de amor e respeito pela partida da autarca, que residia na Gafanha da Vagueira e tinha 49 anos, aconteceu no dia em que o filho mais velho completava 19 anos, e foi organizada de forma espontânea, muito à custa do “passa a palavra” e "não foi difícil juntar tanta gente".
Recorde-se que o funeral de Susana Gravato está marcado para amanhã, pelas 11 horas, na Igreja Matriz da Gafanha da Boa Hora, onde o corpo estará presente a partir das 9 horas.
Era casada com Silvino Inácio, tesoureiro da Junta de Freguesia da Gafanha da Boa Hora e elemento da direção dos Bombeiros de Vagos, e deixa dois filhos, sendo que o mais novo, acusado do crime, recebeu, na tarde de quarta-feira (após várias horas de interrogatório) a medida cautelar de guarda em centro educativo em regime fechado, por três meses. A medida cautelar foi determinada após o primeiro interrogatório, que decorreu no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no âmbito do Processo Tutelar Educativo instaurado ao menor pela prática de factos consubstanciadores de um crime de homicídio qualificado.
O menor acusado do crime era visto pelas pessoas que o conheciam como um jovem "calmo, pacato, simpático e bem educado", o que adensa, ainda mais, a estupefação pelo crime que terá planeado e protagonizado contra a sua progenitora.








