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Encontrar o Sporting é mais do que um jogo

Marinhense vai jogar em novembro com o Sporting em mais uma eliminatória da Taça de Portugal. Presidente do clube da Marinha Grande, considerou que a visita a Alvalade será “mais do que um jogo” e salientou a importância financeira deste embate.

O presidente do Marinhense, João Carlos Pereira, considerou que a visita ao Sporting, na quarta eliminatória da Taça de Portugal de futebol, será “mais do que um jogo” e salientou a importância financeira deste embate.
“Isto é mais do que um jogo de futebol. É um acaso feliz para o Marinhense, como será sempre para clubes de menor dimensão. É um jogo histórico, que repete a eliminatória de 1964/65, ano em que nasci. É um momento importante para o clube, para os jogadores, para os treinadores, para todos os que gravitam à volta do clube. O ponto de vista desportivo acho que não é o mais importante. O Sporting é de outra dimensão, teremos poucas possibilidades”, disse à agência Lusa.
João Carlos Pereira recorda ainda o último duelo com os ‘leões’ para a Taça de Portugal, considerando que “não é mais do que história”, mas “demonstra que o Marinhense era uma equipa competitiva”, algo que foi perdendo ao longo das últimas décadas.
“Apesar de nunca ter jogado na I Liga, o Marinhense tinha ambições, jogava par a par com clubes como o Sporting de Braga. Lembro-me de o meu pai me ter dito que chegou a ter jogadores vindos do Benfica, do Sporting, do FC Porto, do Belenenses”, afirmou.
Atualmente no oitavo lugar da Série C do Campeonato de Portugal, o quarto escalão, o Marinhense tem “vários objetivos” para esta temporada, com o presidente a acreditar que a visita ao recinto 'leonino', em novembro, vai servir para “representar uma cidade, uma zona”, dizendo que será bom para os adeptos “visitarem um estádio recentemente renovado e ajudar a fazer deste jogo uma festa”.
O antigo treinador de Académica, Moreirense ou Belenenses, que tem o “feliz acaso” de nunca ter perdido no Estádio José Alvalade, lembra ainda que a parte financeira é sempre importante neste tipo de encontros, em especial para clubes de pequena dimensão, que passam por “momentos complicados e dificuldades financeiras”.
“É muito difícil manter os clubes a funcionar. É um modelo de negócios sem grandes receitas. É difícil gerir, são problemas que se arrastam há muitos anos. Queremos desfrutar do jogo, mas é relevante para nós o aspeto financeiro do jogo”, assumiu.

Outubro 26, 2025 . 11:00

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