
Crânio fossilizado de dinossáurio em destaque em museu nacional
O crânio fossilizado do icónico dinossáurio carnívoro Allosaurus fragilis, descoberto em Andrés, no concelho de Pombal, é o ‘objeto do mês’ referenciado pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) da Universidade de Lisboa.
O achado reforça a hipótese de que, há 145 milhões de anos, ainda existia uma estreita relação biogeográfica entre a Península Ibérica e a América do Norte.
Na passada quinta-feira, Elisabete Malafaia (investigadora responsável pelo estudo), Fernando Barriga (Professor Catedrático e Jubilado de CIÊNCIAS), Pedro Dantas (Paleontólogo), e José Amorim (proprietário do terreno e responsável pelos primeiros achados) fizeram um balanço dos 20 anos da descoberta destes fósseis e a apresentação dos resultados mais recentes da investigação realizada numa das mais importantes jazidas paleontológicas do Jurássico Superior de Portugal.
“Aquela descoberta inesperada na localidade de Andrés (Santiago de Litém) resultou num achado de grande importância para a paleontologia de dinossáurios. Esses fósseis foram atribuídos à espécie Allosaurus fragilis, um dos predadores mais icónicos do Jurássico, até então conhecido apenas na Formação de Morrison, nos Estados Unidos”, pode ler-se numa publicação ‘online’ do município de Pombal, que dá nota desta descoberta “surpreendente”: “Tratava-se da primeira evidência desta espécie fora da América do Norte, sugerindo uma ligação entre as faunas de dinossáurios de ambos os lados do Atlântico, numa altura em que o setor norte do oceano se estava a formar”.
Segundo refere o município pombalense, os fósseis do Allosaurus fragilis representam um dos exemplares mais completos de dinossáurios carnívoros do Jurássico Superior da Europa. Para além do seu valor científico, que contribui para compreender a história evolutiva destes dinossáurios, constituem também um património de enorme relevância educativa e cultural, sendo também uma ferramenta importante para promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer a identidade da região.








