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Quando a música serve o ‘último adeus’

Maestro revela que algumas pessoas chegam a escolher os cânticos que gostariam de ter nos seus funerais.

Em Portugal, na tradição católica, a música não é a parte mais significativa das cerimónias fúnebres e muitas vezes nem se faz ouvir. No entanto, também existe e pode ser bastante relevante, como explicou ao Diário de Leiria o maestro João Carlos Roque Gameiro. Na sua experiência, o maestro já participou várias vezes em funerais com o Coro da Igreja de Minde, que dirige há 28 anos. Mas isso acontece sobretudo quando a pessoa falecida é alguém ligado ao Coro ou à Igreja e à comunidade, ou seu familiar direto.
Do ponto de vista profissional, João Carlos Roque Gameiro, além do Coro da Igreja de Minde, é responsável pela Filarmónica da mesma localidade, pelo Coro Charales Chorus do Instituto CAORG e pelo Coral de Vila Forte, de Porto de Mós.
Quanto à participação do Coro em cerimónias fúnebres, o maestro revela que algumas pessoas chegam a escolher os cânticos que gostariam de ter nos seus funerais. E, outras vezes, é pensado um programa musical adequado à idade e às circunstâncias das pessoas. Também a própria Banda Filarmónica já fez esse tipo de acompanhamento, novamen­te quando existe uma ligação direta à instituição. “Que eu saiba não existe serviço de pedido, de música para funerais mas acredito que pudesse haver pessoas interessadas”, admite o maestro.
No próximo domingo, Dia de Finados, o Coro vai executar cânticos fúnebres, escolhidos entre a vasta obra litúrgica do Cónego Carlos Silva, também ele natural de Minde

Novembro 1, 2025 . 11:00

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