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“Tragédias na saúde” não podem ser normalizadas afirma Seguro

Candidato às presidenciais recusa aceitar que o "novo normal da saúde" seja analisar "tragédias". Morte de mãe e bebé na passada semana abriu nova discussão sobre o tema da saúde

O candidato presidencial António José Seguro rejeitou hoje que “o novo normal” da saúde em Portugal seja feito de “tragédias quase todos os dias”, como a da grávida e da bebé recém-nascida no Hospital de Amadora-Sintra, exigindo soluções.

“Nós não podemos aceitar que o novo normal sejam estas tragédias que quase todos os dias nós somos confrontados e, portanto, aquilo que eu tenho dito há muito tempo, mesmo antes de ser candidato, é que é preciso parar de fingir e é preciso passar das palavras aos atos e encontrar soluções para resolver estes problemas na área da saúde”, disse António José Seguro.

Em declarações aos jornalistas após ter visitado uma loja com produtos portugueses em Bruxelas, o candidato apoiado pelo PS vincou que deve ser possível, “num espaço de tempo razoável, aceder a uma consulta médica, a uma intervenção cirúrgica e não andar com este calendário onde é que estão as urgências abertas ao fim de semana e onde é que elas estão fechadas”.

A crise na saúde em Portugal voltou a ganhar destaque após a morte de uma grávida e da sua bebé no Hospital Amadora-Sintra, na semana passada

Vejo com muita apreensão [as polémicas no setor da saúde] porque a minha perspetiva como progressista é de que a vida das pessoas vai melhorando e o acesso aos cuidados de saúde em Portugal tem vindo a piorar, designadamente para uma parte da população com menos recursos”, apontou António José Seguro.

E isso exige, a seu ver, “que todos os responsáveis políticos se concentrem na solução”, voltando a propor a criação de um pacto plurianual, com um orçamento plurianual, “independentemente dos governos que estão, mas com respostas imediatas”.

“Nós temos aqui dois tipos de resposta: as emergências, que têm que ser respondidas rapidamente, e outras a longo prazo, que mantenham sustentável o nosso Serviço Nacional de Saúde e também a promoção do acesso por parte dos portugueses aos diferentes serviços que existem à disposição”, adiantou.

António José Seguro terminou hoje em Bruxelas uma visita à diáspora portuguesa na Europa, que começou na passada quinta-feira, tendo visitado emigrantes em Zurique e Genebra (Suíça), em Paris (França), no Luxemburgo e, agora, na Bélgica, no âmbito da sua candidatura às eleições presidenciais de janeiro de 2026.

Novembro 4, 2025 . 15:35

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