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Ministro diz que instituições de ensino superior devem diversificar os seus públicos

Fernando Alexandre protagonizou a oração de sapiência na cerimónia que assinalou o início do ano letivo 2025/2026 do Politécnico de Leiria e a comemoração do seu 45.º aniversário.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação desafiou as instituições de ensino superior a diversificar os seus públicos, como forma de combater a quebra demográfica.
“O desafio que se coloca é de facto uma diversificação dos públicos das instituições de ensino superior”, que “não têm de ser apenas instituições de qualificação de jovens, têm de ser, cada vez mais, instituições que qualificam pessoas ao longo de todo o seu ciclo de vida”, disse Fernando Alexandre, durante a sua oração de sapiência na abertura do ano académico do Politécnico de Leiria.
O governante sublinhou que “há outras fontes de recrutamento que são importantes” para combater a diminuição demográfica, que a imigração não inverteu.
“Há outros públicos que acedem ao ensino superior que não é o prosseguimento normal de estudos a seguir ao secundário. Temos de diversificar esses trajetos. Queremos chegar aos 50% ou até ir além disso, da população entre os 25 e os 34 anos que tem um curso superior, mas a forma como o fazemos não tem de ser com o prosseguimento de estudos desde o pré-escolar até à conclusão da licenciatura ou do mestrado”, reforçou o ministro.
Fernando Alexandre exemplificou com os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), “que permitem aos jovens não ter de fazer necessariamente esse percurso linear”.
Outro desafio das instituições de ensino superior é “a formação ao longo da vida e voltar a trazer adultos, ou fazer com que os adultos que abandonaram a escola mais cedo, nomeadamente no 12.º ano”, ingressem no superior.
“Um estudo recente, o PIAAC [Programa de Avaliação Internacional de Competências dos Adultos] mostra que 20% da população adulta que tem o secundário concluído, tem as competências necessárias para frequentar um curso de ensino superior”, observou o ministro.
Outro dos públicos a que é preciso dar atenção é aos estudantes internacionais, considerando importante atrair mais alunos fora dos PALOP.

Governo vai flexibilizar vagas de acesso ao ensino superior
O ministro anunciou ainda que o Governo vai flexibilizar os 'numerus clausus' das vagas de acesso ao ensino superior, que são distribuídas pelas instituições, considerando que Portugal tem um “sistema super-rígido” de colocação de estudantes.
“Não vamos acabar com os 'numerus clausus'. Mas queremos flexibilizar. Ou seja, queremos permitir que as instituições possam fazer variar um pouco a sua oferta”, revelou.
Segundo Fernando Alexandre, Portugal tem “um sistema super-rígido de colocação de estudantes”, o que impede, por vezes, os alunos de ficarem nas instituições da sua área de residência.
“Promovemos o número de deslocados do ensino superior e depois queixamo-nos que temos muitos alunos deslocados. Temos muitos alunos deslocados, porque somos os responsáveis por isso. Não deixamos a oferta adequar-se à procura”, insistiu o governante.

Novembro 7, 2025 . 10:00

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