
Greve sem expressão em Leiria
A greve geral de hoje, convocada pela Confederação Geral Dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), não causou grande impacto na cidade de Leiria, onde a maioria dos serviços públicos e privados manteve o funcionamento habitual, embora com alguns constrangimentos.
O setor da Educação foi o que registou mais expressão, nomeadamente com várias escolas do concelho de Leiria encerradas.
A equipa de reportagem do Diário de Leiria percorreu esta manhã a cidade para avaliar o impacto da paralisação e constatou que, apesar de a circulação decorrer com normalidade, vários serviços da Administração Pública encontravam-se encerrados ou a funcionar com constrangimentos.
Os serviços de Finanças junto à Segurança Social estão encerrados, embora a Loja do Cidadão mantenha o atendimento normal, assim como o balcão das Finanças ali instalado. Segundo adiantou fonte do serviço ao nosso jornal, em total funcionamento encontram-se os balcões de Alvaiázere, Pedrógão Grande e o balcão da Loja do Cidadão em Leiria. Parcialmente a funcionar, encontram-se os balcões de Caldas da Rainha e Óbidos.
A Biblioteca Municipal de Leiria também se encontra encerrada e, ao que o nosso jornal apurou, várias escolas primárias e básicas encontram-se fechadas, impedindo o funcionamento das atividades.
Quanto ao Hospital de Santo André, em Leiria, ao que o nosso jornal apurou, teve uma taxa de adesão à greve de 43 por cento, sobretudo, na área cirurgia.
Ao nosso jornal, o funcionário do Teatro José Lúcio da Silva, João Paulo, adiantou que se encontra de folga, mas este fator não o impede de aderir à manifestação. “O Governo está a tirar cada vez mais as condições de trabalho aos portugueses”, afirmou, reconhecendo que os sindicatos têm hoje uma “grande oportunidade de conquistar alguns objetivos e ganharem esta luta”.
Carlos Sousa trabalha no ramo do Direito e, mesmo não estando a trabalhar, disse apoiar a greve geral e as “manifestações de todos os trabalhadores que estão a perder os seus direitos à conta do Governo”.
Segundo pode ler-se no ‘site’ da CGTP, para hoje está marcada uma manifestação na Marinha Grande, a partir das 16h30, com um percurso desde a Avenida Vítor Gallo até à Rotunda do Vidreiro.
A greve geral de 11 de dezembro foi convocada pela CGTP e pela UGT contra a proposta de revisão do Código do Trabalho e será a primeira paralisação conjunta das duas centrais desde junho de 2013, quando Portugal estava sob intervenção da 'troika'.










