
Lúcia Luz apresentou em Leiria 25 obras de arte da sua coleção
A artista plástica Lúcia Luz deu a conhecer o seu trabalho com a primeira apresentação oficial de 25 obras de arte da sua coleção ‘The Secret Garden’. A sessão de apresentação decorreu no restaurante Meeting, onde a exposição estará patente ao público até 31 de dezembro.
Este foi também um evento de cariz solidário, no âmbito do projeto desenvolvido e promovido por Lucia Luz ‘Artistas do Mundo por uma causa solidária’, com o objetivo de “apoiar famílias de fragilidade económica e social, e neste caso concreto apoiar financeiramente os tratamentos de intervenção terapêuticos”.
Os artistas Lúcia Luz, Esperança Matos, Maria Nazaré Cavalcanti e Abílio Febra ofereceram obras de arte para leiloar, cujas receitas se destinam ao financiamento de 100% de “tratamento terapêuticos de crianças especiais da APPC [Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral] de Leiria”.
Citado numa nota de imprensa enviada ao nosso jornal, o presidente da NALAP — Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal, Nuno Henriques Barroso, salientou que a artista “revela uma criatividade singular, combinando cor, forma e matéria com uma sensualidade própria, nascida das experiências da sua vida”, acrescentando que “as suas peças desafiam a perceção e despertam uma curiosidade imediata pela força visual e pela originalidade que as distingue”.
Já a artista plástica, Maria Nazaré Cavalcanti, elogiou o projeto de Lúcia Luz, reconhecendo que as suas pinturas “mostram a sua personalidade”.
Por seu turno, o presidente do Fade In (Associação de Ação Cultural), Carlos Matos, enalteceu o trabalho que Lúcia Luz desenvolve há décadas na Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC). “São muitas as provas, ao longo da vida, de que Lúcia Luz é uma mulher ‘de armas’. O seu ‘combate’ tem sido em prol do bem-estar do próximo, da melhoria de qualidade de vida dos mais vulneráveis e dependentes, numa atitude de altruísmo e resiliência louváveis, que muitos tem inspirado e servido como um exemplo brilhante”, reconheceu.
No entender de Carlos Matos, Lúcia Luz brindou o público com uma “série de peças de arte feitas com artigos de uso quotidiano que, transformados, reorganizados e, sobretudo, subtraídos dos locais para os quais foram previamente destinados, se tornam em objetos novos e, consequentemente, passivos de uma análise crítica renovada e inesperada”.
Subiram ainda ao palco, Afonso Mónico Mendes, músico e compositor, que apresentou o seu primeiro single ‘Entrelinhas’, e a cantora, música e compositora, Tatiana Francisco.








