
Fátima não passa em Castelo Branco
O Benfica e Castelo Branco recebeu um Fátima blindado, que não sofria golos há três partidas consecutivas. Ainda assim, os albicastrenses voltaram a demonstrar a maturidade e o perigo que tem evidenciado ao longo do Campeonato de Portugal.
A equipa orientada por Dani Matos impôs, desde cedo, um ritmo asfixiante ao adversário, sobretudo nos primeiros 15 minutos. Foi nesse período que surgiu a primeira grande ocasião do encontro, com Sacra a acertar no poste.
O golo acabaria por surgir ao minuto 37, numa combinação coletiva de grande qualidade. Sacra, com um toque artístico de calcanhar, serviu Nuno Gaspar, que tabelou com Caio Mota. Este voltou a lançar Nuno Gaspar na profundidade, que assistiu o homem-golo Sacra para o 1-0.
Ainda antes do intervalo, ficou por assinalar uma grande penalidade sobre Sacra, decisão que gerou forte contestação nas bancadas, também motivada pela exibição pouco conseguida do árbitro Christian Rodrigues. Ao intervalo, justificava-se a vantagem da equipa da casa, que dominou a primeira parte.
O início da segunda parte ficou marcado por um lance polémico: um segundo cartão amarelo que não foi mostrado. Numa falta sobre Diogo Preto, Marco Pires, número 21 do Fátima, derrubou o defesa albicastrense e, na sequência, o seu companheiro Diogo Gonçalves. O árbitro interpretou de forma incorreta o lance e exibiu o cartão a Diogo Gonçalves, decisão que voltou a incendiar as bancadas.
Ao contrário do que acontecera na primeira parte, foi o Fátima quem passou a assumir o controlo do jogo, mantendo mais posse de bola e empurrando o Benfica e Castelo Branco para zonas recuadas. Aos 59 minutos, voltou a ser pedida mão na bola de Marco Pires, mas, uma vez mais, o árbitro mandou seguir.
O Fátima carregou até final e encostou o Benfica e Castelo Branco à sua área, obrigando a equipa da casa a sofrer nos minutos finais. Ainda assim, os albicastrenses seguraram a vantagem e acabaram por conquistar mais três pontos.









