
Academia Nacional de Atividades Subaquáticas nasce em Peniche
O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e a Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas (FPAS) celebraram um protocolo de colaboração que estabelece a criação da Academia Nacional de Atividades Subaquáticas, a funcionar em articulação com a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), em Peniche.
Numa nota de imprensa, o IPL refere que este acordo estratégico tem como objetivo “potenciar sinergias entre as duas instituições, reforçando a formação, a investigação científica, a inovação e a transferência de conhecimento nas áreas das atividades subaquáticas, com particular foco no mergulho recreativo, técnico e científico, contribuindo para a qualificação de recursos humanos e para a utilização sustentável do meio marinho”.
A nova academia integra-se no ecossistema do Hub Azul/Smart Ocean Peniche, afirmando-se como uma infraestrutura importante para a “atribuição de competências avançadas, a experimentação em contexto real e o desenvolvimento de soluções inovadoras no domínio da economia azul, tirando vantagem do contexto único proporcionado pela Reserva da Biosfera das Berlengas”, classificado pela UNESCO.
“Esta integração reforça a ligação entre o ensino superior, entidades de utilidade pública, a investigação aplicada, o setor empresarial e o território, promovendo Peniche como polo de referência nacional e internacional nas ciências e tecnologias do mar”, adiantou o IPL.
A Academia Nacional de Atividades Subaquáticas permitirá a utilização partilhada de recursos humanos especializados, meios técnicos e infraestruturas, promovendo “ações de formação avançada, projetos de investigação aplicada e iniciativas conjuntas de prestação de serviços em áreas de interesse comum”.
O diretor da ESTM, Sérgio Leandro, realçou que o protocolo representa “um passo determinante na consolidação do do Hub Azul/Smart Ocean Peniche como um verdadeiro laboratório vivo de formação e inovação, bem como a afirmação da ESTM enquanto instituição de referência nacional e internacional na área das ciências e tecnologias do mar”.
Considerou ainda que a possibilidade de desenvolver atividades formativas e cientificas num território classificado pela UNESCO, permite “capacitar futuros profissionais com competências científicas, técnicas e operacionais de elevado valor acrescentado, alinhadas com os desafios da economia azul e da conservação do meio marinho”.
Por seu turno, João José, presidente da FPAS, destacou que “a criação de uma Academia Nacional de Atividades Subaquáticas no continente e nas regiões autónomas é um passo estratégico para uniformizar a formação, reforçar a segurança, valorizar o meio marinho e afirmar a FPAS como referência nacional na promoção sustentável das atividades subaquáticas”. Para a FPAS, o protocolo representa um “instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentado das atividades subaquáticas em Portugal, assegurando elevados níveis técnicos, científicos e de segurança, bem como a promoção do mergulho científico e da formação especializada”.
O protocolo celebrado tem a duração inicial de quatro anos, sendo renovável automaticamente.








