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Portuguesas ferida e desaparecida em acidente na Suíça são emigrantes

O incêndio mortal que devastou um bar na estação de esqui suíça de Crans-Montana, no cantão de Valais (sudoeste), provocou, até ao momento, 40 mortes e 119 feridos

A cidadã portuguesa ferida num acidente na Suíça e a que está dada como desaparecida pela família são emigrantes, confirmou à Lusa o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), que alertou que ainda há vítimas por identificar.

Emídio Sousa explicou à agência Lusa que a cidadã portuguesa ferida - que está internada no hospital suíço em Sion - é emigrante na Suíça, mas tem origens em Mirandela, na junta de freguesia de Vale de Telhas, no distrito de Bragança.

Por outro lado, o SECP salientou que ainda não se sabe em que contornos desapareceu a outra cidadã portuguesa, mas que esta também é emigrante e originária de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

"Neste último caso, apenas temos esta informação de desaparecimento, não sabemos se estará entre as vítimas, ferida ou não, ou se será por outro motivo qualquer", contextualizou o secretário de Estado.

O Jornal de Notícias apurou que as autoridades estão a investigar a possibilidade se tratar de uma jovem de 22 anos, natural da freguesia de São João de Ver, concelho de Santa Maria da Feira.

O incêndio mortal que devastou um bar na estação de esqui suíça de Crans-Montana, no cantão de Valais (sudoeste), causou, até ao momento, 40 mortes e 119 feridos.

Segundo Emídio Sousa, foi criada uma linha de apoio junto da embaixada e do consulado português na Suíça para que as pessoas que tivessem algum ente próximo desaparecido - familiar ou amigo - informassem o ministério dado que existem corpos por identificar e porque "muitas das vítimas estão internadas, mas não estão identificadas".

O secretário de Estado salientou que Portugal está completamente disponível para "tudo o que seja necessário" e que confia que as autoridades suíças "estão à altura deste desafio".

Por fim, alertou que, precisamente pelo facto de ainda existirem feridos e corpos por identificar, há sempre a possibilidade de surgir mais alguma vítima portuguesa.

Janeiro 2, 2026 . 19:15

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