
Espaços culturais em Leiria perderam milhares de visitantes em 2025
O município de Leiria encerrou o ano de 2025 com um registo superior a 177 mil visitantes nas atividades desenvolvidas pela Rede de Museus e Património Cultural. Ainda assim, em todos os museus e espaços culturais o número de visitantes baixou em comparação com o ano anterior.
Segundo o balanço de visitantes feito pelo município de Leiria, o Castelo foi o espaço mais visitado da Rede, com 121.371 visitantes até final de dezembro de 2025 quando, no ano transato, tinham sido 124.728 visitantes. A programação de 2025 centrou-se na evocação dos 700 anos da morte do rei D. Dinis, com visitas guiadas, percursos encenados, concertos e iniciativas científicas.
Já o Museu de Leiria recebeu 14.751 visitantes. Contudo, em 2024 foram 16.819 visitantes, representando uma quebra significativa. No ano passado, o principal eixo da programação foi a exposição ‘Adriano de Sousa Lopes (1879-1944), o pintor-poeta’, um projeto museológico que reúne cerca de 100 obras do acervo municipal e de empréstimos de aproximadamente 20 entidades públicas e privadas, e que foi antecedida por trabalhos de conservação e restauro de várias obras. Até final de dezembro de 2025, a mostra contabilizou 6.578 visitantes, prolongando-se até dezembro de 2026.
Já o Centro de Diálogo Intercultural de Leiria (CDIL) - Igreja da Misericórdia e Casa dos Pintores registaram 13.991 visitantes até final de dezembro. Em 2024, tinham sido 15.480 visitantes. Recorde-se que a reabertura da Casa dos Pintores, a 26 de julho, após um longo período de reabilitação, marcou um momento estruturante, coincidindo com o 8.º aniversário do CDIL. Até ao final do ano, este espaço recebeu 854 visitantes.
Também o Mimo – Museu da Imagem em Movimento perdeu visitantes ao receber 14.254 em 2025, quando em 2024 foi visitado por 15.061 visitantes. Já o Agromuseu Municipal D. Julinha registou 2.445 visitantes até final de dezembro quando, em 2024, recebeu 3.740 visitantes.
Quanto ao Moinho do Papel recebeu 12.621 visitantes, um número abaixo dos 13.111 visitantes verificados em 2024. Ainda assim, o município assume que o espaço se afirmou como “uma referência na articulação entre património industrial, criação artística e envolvimento comunitário”.
O Abrigo do Lagar Velho – Vale do Lapedo continuou a ser alvo de trabalhos de requalificação no âmbito do PRR, tendo o respetivo Centro de Interpretação registado 401 visitantes em 2025 quando, em 2024, tinha recebido 799 visitantes.
No balanço feito, o município de Leiria não mencionou o número de visitantes em 2025 em vários outros espaços culturais, como o Centro Cultural Mercado de Sant’Ana (Pátio, Auditório e Galeria) que em 2024 recebeu 32.853 visitantes; assim como o BAG - Banco das Artes Galeria que recebeu 10.358 visitantes (exposições dentro do edifício); o Teatro Miguel Franco que recebeu 27.191 visitantes e o Cine-Teatro de Monte Real que recebeu 50 visitantes em 2024.
Paralelamente à programação cultural, o município dinamizou projetos de investigação, digitalização, inventário, registo fotográfico e conservação e restauro de bens culturais dos acervos do Museu de Leiria, Mimo, Agromuseu Municipal D. Julinha e Arte Pública.
“Os resultados de 2025 demonstram a consolidação de um modelo cultural coerente e integrado, onde museus e património funcionam como plataformas de conhecimento, participação e criação, afirmando Leiria como referência nacional na gestão do património e na museologia contemporânea”, concluiu o município, na nota de imprensa.








