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Rancho Folclórico Flores da Primavera leva “alegria, cor e emoção” às Festas

Presidente da direção do Rancho Folclórico Flores da Primavera destaca a ligação profunda do grupo à Ortigosa, a aposta nos jovens e na importância das tradições para a identidade local

O Rancho Folclórico Flores da Primavera volta a marcar presença nas Festas em Honra de Santo Amaro e Santo António, na Ortigosa, num momento que simboliza, para o grupo, “o amor à terra e o início de uma nova época de atuações”. A afirmação é de Márcia Gaspar, presidente da direção do rancho, que sublinha o significado especial desta participação para a coletividade e para a freguesia.
A atuação apresentada nas festas não surge por acaso. Segundo Márcia Gaspar, “a atuação começa a ser preparada no final de outubro”, logo após o festival organizado pelo Rancho”, com o objetivo de surpreender o público ano após ano. “Procuramos todos os anos apresentar algo diferente, sendo que este ano teremos algumas surpresas dos nossos dançarinos mais jovens para o nosso público”, revela.
A ligação entre o Rancho e a freguesia da Ortigosa é descrita como próxima e afetiva. “Há um carinho muito grande da população da Ortigosa pelo nosso rancho. Somos sempre muito apoiados e acarinhados”, afirma a responsável, acrescentando que esse apoio se estende para lá da freguesia. “Onde quer que vá o rancho, temos sempre uma grande claque que nos acompanha”, confessa.
Para Márcia Gaspar, eventos como as Festas em Honra de Santo Amaro e Santo António desempenham um papel fundamental na preservação da memória coletiva. “Tudo o que é feito na nossa festa é uma forma de garantir a continuidade das tradições deixadas pelos nossos antepassados”, defende, reforçando a importância destas celebrações para manter viva a identidade cultural local.
Embora as danças do Rancho não sejam, nas palavras da presidente, “tão representativas da região de Leiria”, são profundamente ligadas à identidade da Ortigosa. Um dos exemplos é a música dedicada aos padroeiros da festa, Santo Amaro e Santo António, intitulada ‘As Voltinhas do Santo Amaro’. Outro elemento marcante são as cantarinhas de barro, enfeitadas com verdura e flores naturais. “As moças da nossa freguesia levavam as cântaras à cabeça para ir buscar água à fonte. As flores são ainda hoje um símbolo da nossa freguesia e acompanham o nome do nosso Rancho”, explica.
Manter um rancho folclórico ativo e fiel às tradições apresenta, no entanto, vários desafios. “Um deles é atrair e manter jovens para que possamos garantir a continuação das nossas tradições”, refere Márcia Gaspar. Atualmente, o grupo enfrenta também um desequilíbrio entre géneros, com “o dobro de mulheres dançarinas em relação aos homens”, o que dificulta a formação de pares. A nível musical, a realidade não é mais simples: “A maioria dos nossos músicos toca em vários ranchos, o que obriga a um maior cuidado na marcação de atuações”.
Apesar das dificuldades, o balanço é positivo. “Podemos considerar-nos privilegiados, pois a nossa direção e dançarinos são compostos maioritariamente por jovens”, afirma. Na verdade, o rancho tem conseguido atrair muitas crianças, frequentemente acompanhadas por familiares que já integram o grupo.
Em termos de projetos, 2025 ficou marcado pelo início das obras de conservação do edifício da sede, a par da realização anual de vários eventos de angariação de fundos.
O futuro também já está a ser preparado. Para 2026, o Rancho Folclórico Flores da Primavera tem “alguns convites para atuação em festas religiosas” e prevê ainda “três atuações de permuta” para o seu festival. Entre os eventos organizados pelo próprio rancho destacam-se a ‘Rota das Adegas’, a realizar em abril, e o festival anual, marcado para outubro.
A mensagem final deixada à comunidade da Ortigosa é um convite à participação e à celebração. “Para a nossa atuação, no domingo às 18h00, prometemos muita alegria, muita cor e muita emoção”, garante Márcia Gaspar. “Tragam lenços e vontade de dançar”, apela.

Janeiro 17, 2026 . 09:00

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