
Projeto prevê intervenção nos troços dos rios Lis e Lena
Os rios Lis e Lena vão ser alvo de uma intervenção que deverá abranger vários troços, desde a nascente até à zona de Monte Real e numa parte a jusante até à foz, na Praia da Vieira (Marinha Grande).
A intervenção enquadra-se num projeto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) já concluído, devendo ser lançado em breve o concurso público.
A informação foi avançada ao nosso jornal pelo vereador do Ambiente, depois de o tema ter sido abordado na última reunião camarária.
Luís Lopes destacou a importância da intervenção, defendendo que se trata de um trabalho que “já deveria ter sido feito”, por responder a uma necessidade identificada há vários anos.
O projeto prevê um conjunto alargado de ações, entre as quais a “manutenção das encostas”, “controlo de [espécies] invasoras”, a “plantação de espécies autóctones, bem como “ações de engenharia natural para estabilização das margens, a remoção de resíduos e a eliminação de fontes ilegais de poluição difusa”.
O objetivo passa por reforçar a estabilização das margens, em zonas consideradas frágeis devido ao “desgaste provocado por intervenções artificias”, e pela “plantação das espécies autóctones”, com o objetivo de “reduzir danos a que se tem vindo a assistir”, como os “rombos, perda de margens ou até de terrenos agrícolas”.
O vereador recordou que uma das situações mais marcantes ocorreu em 2014, quando um rombo no dique do rio Lis, na zona de Monte Real/Carreira, provocou prejuízos significativos.
Segundo Luís Lopes, além da resposta urgente na altura, ficou por concretizar uma intervenção mais completa no leito do rio. “Na altura, o que tinha sido pedido era que, para além daquela intervenção urgente, fosse feito no resto do leito”, afirmou, indicando que o processo evoluiu e está agora preparado para avançar.
Luís Lopes afirmou ainda que o município tem vindo a unir esforços para renovar o protocolo que tinha sido anteriormente estabelecido entre a APA e a autarquia leiriense, cujo objetivo era assegurar a manutenção das linhas de água.
No entender do município, estas ações são da competência da Agência Portuguesa do Ambiente, entidade que detém igualmente o ‘know-how’ do seu lado.
Paralelamente, a Câmara Municipal de Leiria aprovou, na última reunião do executivo, a ratificação do despacho relativo ao contrato-programa ‘Água que Une – Ações de reabilitação da rede hidrográfica e de monitorização e eficiência hídrica ‘Limpeza de Linhas de Água no Concelho de Leiria’’, estabelecido entre o Fundo Ambiental, a Agência Portuguesa do Ambiente e o município.
O contrato prevê a limpeza de linhas de água no concelho, ao longo de uma extensão de cerca de cinco quilómetros.
Questionado pelos vereadores da oposição quanto à data de conclusão da empreitada e ao montante envolvido, 161 mil euros, Luís Lopes adiantou que as intervenções abrangidas pelo contrato-programa já se encontram executadas, não estando incluídas outro tipo de ações que o município realiza ao longo do ano.








