
EN236 entre Lousã e Castanheira de Pera continua fechada ao trânsito
O concelho da Lousã registava esta tarde ainda várias estradas cortadas na sequência dos estragos provocados pela passagem da depressão Kristine, que motivou a ativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.
Num balanço efetuado esta tarde, aquele município do interior do distrito de Coimbra informou, em comunicado, que ainda se encontram fechadas ao trânsito a Estrada Nacional 236, que liga à Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e as vias municipais de acesso às Hortas e entre Cacilhas e Vale Maceira.
A EN 342, que liga ao concelho a Arganil, encontra-se com circulação condicionada na localidade de Vilarinho.
“Desde o início do episódio meteorológico, as equipas municipais e de proteção civil têm desenvolvido um trabalho proativo e contínuo de monitorização do território, com especial atenção à rede viária municipal e acessos à Serra da Lousã e às zonas mais vulneráveis a quedas de árvores, enxurradas ou acumulação de detritos”, lê-se na nota.
Segundo o município, estão a ser realizadas intervenções preventivas e corretivas sempre que necessário para mitigar os impactos das condições meteorológicas, repor condições de normalidade e reduzir riscos adicionais.
A situação encontra-se em permanente avaliação, sendo a informação atualizada à medida que se consolida o levantamento no terreno, adiantou a autarquia lousanense.
Paralelamente, decorrem ações de mitigação de danos e reposição progressiva da normalidade, através da remoção de obstáculos e limpeza de vias, sinalização e condicionamento de zonas de risco, apoio às populações e articulação com entidades externas sempre que a natureza das ocorrências o justifique, nomeadamente na reposição de rede elétrica e de comunicações móveis.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.








