
Castanheira de Pera com muitas infraestruturas públicas e privadas afetadas
O presidente do Município de Castanheira de Pera, no norte do distrito de Leiria, disse hoje que o concelho tem muitas infraestruturas públicas e privadas afetadas devido ao mau tempo.
“Castanheira de Pera tem, efetivamente, muitas infraestruturas afetadas, quer públicas, quer privadas”, afirmou à agência Lusa António Henriques, realçando a ausência de vítimas.
Segundo António Henriques, as estradas estão todas transitáveis e, neste momento, a autarquia está “a acompanhar os casos mais vulneráveis e a fazer o levantamento” das infraestruturas afetadas.
“Estamos a acompanhar a população mais vulnerável, juntamente com as equipas de ação social, junto com os nossos parceiros também das IPSS [instituições particulares de solidariedade social]”, adiantou.
Para já, o autarca ainda não tem uma estimativa dos prejuízos.
“É muito cedo. (…) Há muitos estragos em coberturas das casas, há muitos estragos do ponto de vista público, principalmente naquilo que são as infraestruturas elétricas e telecomunicações”, referiu.
O concelho está sem eletricidade e telecomunicações, tendo o contacto com a Lusa sido feito através de sistema de satélite.
“Estamos a acompanhar junto da E-Redes e de outras entidades, para perceber o que é que vai acontecer, mas já percebemos que, principalmente, ao nível de energia vai demorar algum tempo a repor”, admitiu, esclarecendo que houve recurso a “geradores nas situações mais críticas, principalmente nas IPSS”.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.










