
Crédito Agrícola ativa linhas de financiamento e condições especiais para reconstrução
O Crédito Agrícola ativou um pacote extraordinário de medidas face ao impacto do mau tempo, que inclui linhas de financiamento bonificado e condições especiais de crédito pessoal e para a reconstrução de casas, foi anunciado.
“Na sequência da situação de calamidade decretada devido aos fortes impactos provocados pela tempestade Kristin, o Crédito Agrícola ativa um pacote extraordinário de medidas financeiras e operacionais, destinado a apoiar as populações e entidades afetadas e mitigar os impactos económicos decorrentes deste fenómeno extremo”, anunciou, em comunicado.
Deste pacote fazem parte medidas como linhas de financiamento bonificado e a possibilidade de moratórias de capital até 12 meses para contratos em vigor.
Já para clientes particulares, destacam-se condições especiais de crédito pessoal, com taxa fixa de 2,50% (TAN – Taxa Anual Efetiva), para montantes entre 2.500 e 30.000 euros para apoiar necessidades imediatas.
O banco vai disponibilizar ainda condições especiais no crédito habitação, em particular no que se refere à reconstrução ou reparação, com um LTV (rácio entre o valor financiado pelo banco para a compra de casa e o valor do imóvel) máximo de 90% para habitação própria permanente e de 80% para habitação própria secundária, com possibilidade de carência de capital até 12 meses e taxa variável Euribor acrescida de um ‘spread’ de 0,70%.
Já para contratos existentes, vai ser possível alargar o prazo do crédito até 10 anos, respeitando os limites definidos.
As medidas para empresas, associações e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) destinam-se a proporcionar suporte financeiro, através de uma linha de crédito ao investimento de médio/longo prazo, com um período de carência de 36 meses e crédito à tesouraria de curto/médio prazo com carência até 12 meses e isenção de comissões.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.







