
Marinha Grande vive dias de medo e incerteza após depressão Kristin
Maria Fernanda vive no centro da cidade da Marinha Grande e admitiu que os últimos dias foram vividos com medo constante.
“Dava ideia que o vento estava mesmo aqui, colado à janela a bater com violência. Tive muito medo”, contou.
Durante a noite da depressão Kristin, a habitação sofreu danos: “O meu telhado ficou estragado”, acrescentou.
A eletricidade só foi restabelecida na quarta-feira à noite e, apesar de a luz já ter regressado, “têm sido dias difíceis”.
Esta tarde, Maria Fernanda deslocou-se até ao fontanário no centro da Marinha Grande para garantir água para uso doméstico, numa altura em que a população da cidade vidreira se encontra ainda sem água.
Junto à fonte, formava-se uma fila de moradores munidos de garrafões e outros recipientes, à espera de encher reservas de água.
Na Marinha Grande, os efeitos da tempestade continuam bem visíveis. Há árvores e ramos caídos, placas de sinalização no chão e vias condicionadas. Em vários pontos da cidade persistem postes de eletricidade danificados ou cabos cortados pela força do vento.
Na zona industrial, há estruturas danificadas, com coberturas arrancadas e materiais projetados pela força do vento.
A nossa equipa de reportagem testemunhou ainda longas filas nos supermercados e postos de combustíveis, numa tentativa de garantir bens essenciais e abastecimento, enquanto o trânsito permanecia caótico em várias artérias da cidade.
Já ao longo da estrada que liga a Marinha Grande à Vieira de Leiria, o cenário também é de forte devastação.
Nem os pinheiros mais jovens plantados nos últimos anos na sequência dos grandes incêndios de 2017, resistiram.









