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Destruição de instalações desportivas deixa clubes de mãos na cabeça

Várias coletividades e associações viram as suas estruturas destruídas pela tempestade. Atividades estão suspensas

A tempestade Kristin que assolou o distrito e, em particular, o concelho de Leiria, deixou marcas profundas no território e um rasto de destruição um pouco por todo o lado, não poupando nenhum clube ou associação desportiva que viram as suas infraestruturas ficarem total ou parcialmente danificadas.

Sendo o desporto um pilar vital e identitário de qualquer comunidade, as repercussões dos estragos são avassaladoras, sendo este mais um desafio para o movimento associativo que até hoje tem mostrado provas de resiliência.

Contudo, desta vez a realidade é bem mais dura de ser ultrapassada, como são os casos dos pavilhões do CCR Telheiro, do GDR Parceiros e o dos Marrazes.

Em todos estes cenários, os equipamentos estão irreconhecíveis, tendo ficado em escombros no caso do Telheiro e dos Parceiros.

Mais do que paredes e telhados, foram atingidos espaços de dedicação ao desporto e que agora se vêm obrigados a uma pausa forçada nas mais diversas modalidades, nomeadamente futsal, hóquei em patins ou patinagem.

No concelho da Marinha Grande houve igualmente um cenário que profunda desolação no pavilhão da Embra, casa do hóquei em patins e do basquetebol do Sporting Clube Marinhense.

O emblema leonino comemorou o seu aniversário na passada quinta-feira, mas o dia ficou manchado por um pavilhão que ficou em ruínas, tendo sobrado muito pouco para contar a história deste emblemático clube.

De volta ao concelho de Leiria, dois grandes equipamentos revelam ‘feridas’ que serão difíceis de sarar.

Por um lado, o estádio municipal, casa da UD Leiria, que viu a sua cobertura esfumar-se perante a força do vento, colocando em causa a continuidade do futebol profissional em Leiria.

Ao lado, o complexo de piscinas apresenta igualmente danos que deverão impedir a prática desportiva a centenas de utilizadores durante largas semanas.

A verdade é que a depressão Kristin deixou um rasto de destruição que não deixa ninguém indiferente.

Ao nível do futebol, a modalidade mais praticada no concelho, as academias desportivas de dezenas de clubes foram afetadas, nomeadamente da UD Leiria, SCL Marrazes, CCMI (Soutocico), GRAP, UD Serra, GD Santo Amaro, entre muitos outros.

Também o Racquet Sports Clube de Leiria, nos Pousos, apresentou um cenário desolador num espaço que sempre foi sinónimo de tranquilidade e da prática desportiva em contacto com a natureza. Árvores de grande porte tombaram, assim como tendas e infraestruturas.

Em Moinhos de Carvide, a sede da AD Piranha World Fighters de Leiria, inaugurada em 2024, ficou reduzida a escombros, com os sonhos dos atletas de kempo a serem arrastados para os tatamis ensopados.

Também a sede social do SCL Marrazes, que servia de casa à Academia de Esgrima do Lis, viu o seu futuro desabar com o telhado, o mesmo acontecendo com o dojo do Clube de Praticantes de Karaté de Leiria, nos Outeiros da Gândara; o pavilhão da ADR Barreiros que, com 30 anos de história, não resistiu à força da natureza; e o pavilhão da Mata dos Milagres, casa do EGFA – Escola de Ginástica de Formação Acrobática.

Também a Juventude Desportiva do Lis vê o seu futuro incerto já que o seu pavilhão é agora uma ilha no meio de tanta água que galgou as margens do rio Lis, deixando centenas de praticantes de andebol em suspenso.

Em suma, ninguém saiu ileso e todos os clubes, das mais diversas modalidades, terão a sua história para contar.

Com mais ou menos dificuldades, muitas associações já começaram os trabalhos de limpeza para que os seus espaços possam voltar a viver momentos de glória e superação, restando a certeza que desistir não é uma opção.

Fevereiro 2, 2026 . 14:20

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