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SMAS de Leiria pedem uso racional de água para conseguir restaurar abastecimento

Os SMAS conseguiram “colocar água na maior parte dos reservatórios da rede de distribuição de água”, porém há reservatórios que têm a roturas a jusante

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Leiria, com cerca de 72 mil clientes, apelaram hoje ao uso racional da água, para que a empresa consiga restaurar a rede de abastecimento, afetada pela depressão Kristin.

“Apelo às pessoas para terem um uso racional de água, dado que não conseguimos ainda restaurar a rede de distribuição de água em permanência e era importante que as pessoas tivessem um uso racional e ajustado ao seu consumo mínimo de água, para que se pudesse, de alguma forma, restabelecer os níveis de restauro em todo o concelho, para que todas as pessoas possam usar”, declarou à agência Lusa o administrador-delegado dos SMAS, Ricardo Gomes.

Ricardo Gomes disse compreender que, “nesta fase, há pessoas que tiveram vários dias sem água, provavelmente há necessidades que vão ter de ser garantidas”, como tomar banho, lavar louça ou outras, “mas era importante que fizessem o uso racional” para se poder “restabelecer o fornecimento de água e estabilizar o sistema, porque, neste momento, o que se trata é de estabilizar o sistema”.

“Já não é a questão de fornecer água, mas, sim, garantir que a água chegue à torneira do cliente em quantidade”, salientou.

Este responsável esclareceu que os SMAS conseguiram “colocar água na maior parte dos reservatórios da rede de distribuição de água”, porém há reservatórios que têm a roturas a jusante, pelo que não consegue garantir o fornecimento de água a uma parte da população.

“É preciso reparar as roturas, para depois poder garantir esse fornecimento”, explicou, referindo que as “zonas mais afetadas” são Bidoeira e Caranguejeira.

O administrador-delegado explicou que os níveis dos reservatórios são reposicionados durante a noite, mas depois durante o dia as pessoas têm um consumo, nesta fase, até mais elevado do que no passado.

“Por isso, é que há zonas em que as pessoas têm água um dia e depois no dia a seguir não têm ou têm água de manhã e depois à tarde não têm, porque os níveis dos reservatórios não estão aos níveis considerados adequados para garantir o fornecimento da água”, notou.

Ricardo Gomes acrescentou que se registaram furtos nas instalações dos SMAS, de cabos de cobre e de combustível de geradores, além de arrombamento de instalações.

“Roubo de gasóleo foi muito recorrente num posto de captação na Barosa e o roubo de cabos de cobre foi na estação [elevatória] da Boa Vista”, exemplificou, acrescentando que os SMAS têm o apoio da PSP e da GNR, que “estão a fazer a ronda pelos vários equipamentos, para garantir que nada de mal aconteça daqui para a frente”.

Os SMAS de Leiria gerem um sistema que integra 1.900 quilómetros de condutas de água, 73 reservatórios (sendo que alguns têm duas células), 47 estações elevatórias e 13 estações de desinfeção, assegurando o abastecimento de água a todo o concelho.

Fevereiro 4, 2026 . 11:10

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