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PSD optou por atuação “discreta” após a depressão Kristin

Em reunião de câmara, Sofia Carreira (PSD) agradeceu a atuação do governo "depois de uma avaliação muito breve dos estragos”

Na reunião do executivo onde foi aprovada a deliberação de delegação de poderes no presidente da câmara para despesas até cerca de 748 mil euros, a vereadora do PSD, Sofia Carreira assumiu que o PSD adotou uma “postura discreta de trabalhar para a comunidade”, rejeitando criar ruídos “desnecessários”.

Circulámos pelo concelho de forma a avaliar o que já sabíamos que íamos encontrar: uma catástrofe muito violenta para todo o concelho e em todo o distrito”, disse, adiantando que foi feita “pressão junto do governo” apelando a uma proposta de resolução para que o governo agisse em apoio ao concelho e ao distrito.

Iremos também fazer esse trabalho na tentativa de que os apoios cheguem o quanto antes e que sejam reforçadas as verbas para que todas as entidades públicas e privadas, as famílias e as empresas possam enfrentar esta catástrofe com algum apoio de maior proximidade”, concluiu, dando conta que, mais tarde, os vereadores do PSD apresentarão propostas para ajudar as famílias e as empresas.

A também deputada da nação aproveitou a oportunidade para agradecer “à Proteção Civil, aos Bombeiros, à GNR, à PSP, às forças militares, aos voluntários, à Câmara e a toda a gente que deu uma pronta resposta nesta tragédia”, estendendo o agradecimento ao governo que atuou “depois de uma avaliação muito breve dos estragos”.

A reunião do executivo de ontem a deliberação contou com a abstenção do Chega, com o vereador Luís Paulo Fernandes a justificar a decisão por considerar que os vereadores da oposição foram “preteridos e ignorados” desde o primeiro dia da tempestade. “O que sabemos é através da comunicação social e, na minha opinião, é muito lamentável”, apontou, queixando-se do facto do executivo não contar “com o vereador da oposição para auxiliar, aconselhar e contribuir com as suas opiniões”.

Em resposta, Gonçalo Lopes reiterou que “ninguém precisa de ser convocado para comparecer” no atual contexto. “Temos bons exemplos de pessoas que compareceram não sendo convocadas, que vieram dar a cara e o seu esforço em prol da recuperação de Leiria”, vincou, recordando que as decisões “são tomadas em contrarrelógio”. Não é uma falta de respeito pelos vereadores. A Câmara tem um líder, tem um presidente que tem de tomar decisões hora a hora”, sublinhou.

Marcámos uma reunião presencial e digital. (…) Se tinha dúvidas e se quisesse falar com o presidente de Câmara sobre este assunto, era importante ter estado nesta reunião presencialmente”, acrescentou.

Luís Paulo Fernandes, que participou na reunião através dos meios digitais, pediu ainda ao executivo que lhe fossem enviados “a escala e o acionamento da Proteção Civil local”, para “averiguar até que ponto o executivo diligenciou e acautelou as escalas preventivas e de permanência, no que diz respeito a todos os agentes de Proteção Civil”.

Fevereiro 5, 2026 . 20:15

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