
Castelhano e Ferreira sofre danos com a depressão Kristin, mas continua a servir os seus clientes
A depressão Kristin deixou marcas significativas na zona industrial da Barosa, no concelho de Leiria, e a Castelhano e Ferreira foi uma das empresas afetadas. Apesar dos danos materiais consideráveis, a empresa mantém-se operacional e focada em continuar a servir os seus clientes, nacionais e internacionais.
Segundo Ricardo Ferreira, administrador da Castelhano e Ferreira, os primeiros dias após o temporal foram particularmente difíceis. “Desde quarta-feira que estamos a tentar recuperar a normalidade”, afirma. A intensidade da chuva provocou infiltrações severas, “estava a chover dentro da sala de produção” relatou, acrescentando que “não restava nada do material que estava nas instalações”.
Os estragos incluíram um telhado danificado, janelas partidas e equipamentos comprometidos. Para além dos danos físicos, a empresa enfrentou obstáculos críticos ao nível das infraestruturas. “Desde o início que a nossa luta foi ter acesso a telecomunicações, porque sem isso não fazemos nada, e também à eletricidade”, explica o responsável.
Na quinta-feira, a empresa recorreu a um gerador para garantir alguma continuidade. “Hoje já tivemos luz e já estamos com possibilidade de começar a produzir normalmente”, acrescenta Ricardo Ferreira, sublinhando que a recuperação tem sido gradual, mas determinada.
No meio da adversidade, o administrador destaca o envolvimento dos colaboradores como um dos pontos mais positivos deste período. “A reconstrução, ainda que arcaica, das instalações foi o melhor evento de ‘team building’ que alguma vez tivemos. Felizmente tenho gente incrível. Tivemos toda a gente, dentro e fora da empresa, homens e mulheres, a colaborar, e só tenho a agradecer por isso”.
A Castelhano e Ferreira emprega atualmente 38 trabalhadores e atua na produção de painéis acústicos em madeira, divisórias, tetos falsos e carpintarias específicas, desenvolvidas à medida de cada projeto. Os trabalhos destinam-se a hotéis, edifícios residenciais e outros espaços, tanto em Portugal como no estrangeiro.
Com uma forte componente de exportação, a empresa enfrenta agora um novo desafio: cumprir prazos num contexto de atraso forçado. “Tem sido muito difícil. Tivemos clientes que duvidaram que estivéssemos a trabalhar”, revela Ricardo Ferreira. “O problema vem agora. Temos produções que já deviam estar prontas e não estão, e os mercados externos não querem saber. Agora é correr atrás do prejuízo”.
Apesar das dificuldades, a mensagem é clara: a empresa não parou. “Estamos a trabalhar a 100%, a produzir”, garante o administrador.
Determinada a ultrapassar este episódio, a Castelhano e Ferreira aposta na resiliência da sua equipa e na confiança construída ao longo dos anos com os seus clientes, encarando o futuro com realismo, mas também com otimismo.







