
Tempestade provocou estragos em todas as escolas do Politécnico de Leiria
A depressão Kristin provocou estragos em todos os campi do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), sendo mais significativos no Campus 2, nomeadamente no edifício A da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) e na Biblioteca José Saramago, assim como no Campus 5 – Hub de Inovação em Saúde.
Numa reposta escrita ao nosso jornal, o presidente da instituição referiu que os principais danos registados incluem queda de árvores, que “estão a ser removidas”, bem como danos em coberturas e telhados, em equipamentos de aquecimento, ventilação e ar condicionado e painéis solares, encontrando-se todas as situações a ser acompanhadas pelos serviços técnicos do IPL.
No que diz respeito às obras em curso na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), Carlos Rabadão assegurou que não se registaram danos significativos, não estando, nesta fase, “prevista qualquer alteração substancial ao planeamento inicialmente definido”.
Os efeitos da tempestade estenderam-se também às residências de estudantes. Um dos edifícios do bloco de residências localizado junto aos serviços centrais sofreu “danos significativos”, com o desmoronamento parcial da fachada e impactos no telhado, tendo obrigado à “retirada imediata” dos estudantes que se encontravam nesse edifício. Os alunos foram “prontamente realojados”, por forma a garantir a “sua segurança e continuidade das condições de alojamento”.
Ao nosso jornal, Carlos Rabadão fez saber que a obra da nova residência de estudantes que se encontra em construção junto aos serviços centrais registou igualmente danos “relevantes”.
Sobre os prejuízos, o responsável adiantou não ser ainda possível avançar com uma estimativa, uma vez que o IPL se encontra em fase de inventariação e avaliação técnica dos danos causados.
Apesar dos estragos nas infraestruturas, não houve necessidade de suspensão de aulas, uma vez que decorre atualmente a época de exames. Relativamente a estas avaliações, as mesmas estiveram suspensas na semana em que ocorreu a depressão Kristin, tendo sido retomadas na semana passada.
Conforme o nosso jornal já tinha noticiado, para além de ter sido reorganizado o calendário de exames, foi aberta a época especial - que decorre até 21 - a todos os estudantes, sem restrições, “permitindo assim um período mais alargado para a realização das avaliações e salvaguardando a equidade no processo académico”, refere o presidente da instituição.
IPL disponibiliza apoiosà comunidade académica
Perante os efeitos da depressão Kristin e “sendo a prioridade do IPL cuidar da sua comunidade educativa”, foi organizada uma rede interna de caráter voluntário com o objetivo de identificar necessidades urgentes e mobilizar ajuda solidária dentro da comunidade académica, podendo estes pedidos de apoio ou ajuda serem enviados para o e-mail [email protected].
“O IPLeiria tem estado também a adotar medidas de acompanhamento individual, ajustadas a cada situação, sendo que todos os membros da comunidade que necessitem de apoio podem entrar em contacto direto com a instituição”, afirmou Carlos Rabadão, acrescentando que o “Centro de Apoio ao Estudante (CAE) tem estado igualmente disponível para prestar apoio psicológico e social imediato, bem como informação e encaminhamento a toda a comunidade do IPL”.
Outros apoios que têm sido disponibilizados à comunidade académica são duches para banho, nas residências dos Serviços de Ação Social (SAS) junto aos Serviços Centrais, no Campus 1 e no Campus 2 (ESSLei), lavagem de roupa nas máquinas das residências dos SAS junto aos Serviços Centrais, refeições para ‘takeaway’, nas cantinas e bares dos SAS.
Para além de se encontrar a decorrer a campanha de recolha de bens essenciais dirigida não só à comunidade académica, mas também à população em geral, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) está a mobilizar os institutos politécnicos de todo o país para um “contributo solidário e ativo no apoio às zonas afetadas”.
Segundo Carlos Rabadão, a iniciativa “prevê a constituição de uma frente operacional de base voluntária, assente na disponibilização de recursos humanos, materiais e equipamentos para apoiar instituições de ensino superior que tenham sofrido danos estruturais”, englobando ainda a “promoção de ações de recolha de bens de primeira necessidade, a distribuir às populações afetadas e carenciadas, em articulação com as entidades locais”.
O Instituto Politécnico de Leiria encontra-se a colaborar na Estrutura de Missão ‘Reconstrução da Região Centro do País’, nomeadamente ao nível da comunicação e do desenvolvimento de uma solução para otimização de recolha de informação sobre os danos causados pela tempestade.








