
Associações enfrentam o pós tempestade com união e solidariedade
Passada a fase mais crítica da tempestade, é agora no interior das sedes associativas que se trava outra batalha: a da recuperação. No concelho de Leiria, vários grupos folclóricos ficaram com infraestruturas danificadas, sobretudo ao nível das coberturas e telhados.
O presidente do CEPAE – Centro do Património da Estremadura, Adélio Amaro, acompanha de perto a realidade dos 20 grupos de folclore do concelho e confirma que “a maioria dos ranchos teve problemas nas suas sedes”.
Segundo o responsável, entre os casos mais afetados estão o Rancho Folclórico dos Soutos (Caranguejeira) e de Conqueiros (Souto da Carpalhosa). Também o Rancho da Região de Leiria, em Marrazes, sofreu alguns danos no telhado, enquanto o Rancho Folclórico de São Guilherme, em Santa Catarina da Serra, sofreu prejuízos na sede e no Núcleo Museológico e Etnográfico.
Adélio Amaro reconheceu que “há um desânimo” generalizado, mas por outro lado “há uma união entre as pessoas e vontade de erguer novamente”.
“As pessoas sabem que é algo que vai demorar algum tempo e que, principalmente os mais afetados, não vão poder fazer as coisas de um dia para o outro. O essencial é tapar os telhados”, referiu, em declarações ao nosso jornal.
A resposta tem passado também pela entreajuda entre coletividades. Várias associações que não sofreram danos disponibilizaram os seus espaços para acolher ensaios e atividades de grupos que ficaram sem condições nas respetivas sedes. “Há uma solidariedade muito grande e não estou a falar só de grupos de folclore, mas das associações em geral que têm instalações e estão a disponibilizar-se”, esclareceu, convicto de que os grupos de folclore no concelho “vão continuar todos eles ativos”.
Quanto ao calendário cultural, não há, para já, indicação de cancelamentos significativos. A época dos festivais de folclore, que tradicionalmente decorre entre maio e outubro, deverá manter-se, ainda que com eventuais ajustamentos.








