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Marinha Grande estima 118 ME em danos após depressão Kristin

Segundo a autarquia este foi um dos "fenómenos meteorológicos mais destrutivos de que há registo no concelho".

Os prejuízos provocados pela depressão Kristin no concelho da Marinha Grande ultrapassam os 118 milhões de euros, segundo o levantamento apresentado hoje pelo município, quase quatro semanas depois de um dos "fenómenos meteorológicos mais destrutivos de que há registo no concelho", segundo a autarquia.

Os danos distribuem-se por múltiplas áreas e infraestruturas municipais:

• Edifícios municipais: mais de 20 M€;

• Estabelecimentos escolares: 28 M€;

• Equipamentos culturais: mais de 3 M€;

• Habitação social: 30,45 M€;

• Instalações desportivas: mais de 10 M€;

• Parques urbanos: mais de 6 M€;

• Sinalização vertical: 500 mil €;

• Pavimentos em calçada: 350 mil €;

• Semáforos: 200 mil €;

• Passadiços e ciclovias: 3 M€;

• Drenagem pluvial e residual: 10 M€;

• Tecido associativo: 8 M€.

Vários dos prejuízos mais graves permanecem ainda em avaliação técnica, nomeadamente os registados na Casa-Museu Afonso Lopes Vieira e no património da antiga FEIS.

Para além do impacto nas infraestruturas públicas, a Câmara Municipal da Marinha Grande estima que cerca de 90% das empresas do concelho tenham sido afetadas. No balcão de apoio criado para avaliação de estragos foram registados aproximadamente 2.000 pedidos.

A falta de energia foi um dos problemas mais críticos. Localidades como Pilado, Escoura, Garcia, Praia da Vieira e Vieira de Leiria permaneceram vários dias sem abastecimento. No pico da crise, 5.964 clientes estavam sem eletricidade. Para reforçar a estabilidade da rede foi executada uma nova linha subterrânea com 1,6 quilómetros.

Ao todo, 32 entidades colaboraram diretamente nas operações de socorro, limpeza, estabilização, apoio social e logística. A resposta no terreno envolveu 52 militares do Exército, 60 fuzileiros da Armada, 190 agentes da PSP destacados para reforço regional e 22 elementos da GNR, além de equipas municipais e voluntários de todo o país.

A rede escolar sofreu danos significativos, obrigando ao encerramento de dezenas de estabelecimentos. A reabertura foi feita por fases, com 29 escolas intervencionadas.

Equipamentos culturais como o Museu do Vidro, o Museu Joaquim Correia e a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira permanecem encerrados.

Foram ativadas duas Zonas de Concentração e Apoio à População, entretanto já desativadas. Entre as principais ações realizadas destacam-se:

• 18.183 cabazes de bens essenciais distribuídos;

• 7.680 senhas para levantamento de materiais de construção;

• Cerca de 150 almoços e 200 jantares diários para famílias afetadas;

• 300 almoços e 130 jantares para operacionais, voluntários e forças de apoio.

Como medida excecional, o município decidiu cancelar as Festas da Cidade 2026, garantindo que os recursos humanos e financeiros permanecem integralmente dedicados à recuperação estrutural do concelho.

Fevereiro 24, 2026 . 16:15

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