
Câmara de Leiria esclarece que as obras no estádio serão realizadas com dinheiro das seguradoras
O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, assegurou na reunião do executivo de segunda-feira, que as obras de recuperação do Estádio Municipal de Leiria serão realizadas com o montante que vier a ser ressarcido pelas seguradoras, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin.
Recorde-se que, na sexta-feira, durante a cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre a Federação Portuguesa de Futebol, a Associação de Futebol de Leiria e o município, o autarca adiantou que o valor estimado para a intervenção rondava os 4 milhões de euros (ME).
Gonçalo Lopes respondia ao vereador do Chega, Luís Paulo Fernandes, que questionou o executivo sobre a garantia de que os 4 ME estimados serão efetivamente pagos pelo seguro, defendendo um esclarecimento público para os leirienses quanto às prioridades do município.
O presidente do município esclareceu que “a obra vai ser feita com o dinheiro” que a autarquia receber das seguradoras. “Não sabemos é quanto vamos receber. O nosso orçamento anda nesta ordem, vamos ver se o seguro aceita tudo ou não”, clarificou.
Gonçalo Lopes esclareceu ainda que o município tem “um investimento previsto em infraestruturas municipais que ultrapassa a obra no estádio”, apontando como exemplo intervenções nas escolas e equipamentos culturais e desportivos.
Por seu turno, o vereador com o pelouro do Desporto, Carlos Palheira, esclareceu que o município já dispõe de um orçamento “apenas e só para a cobertura”, utilizando a “mesma técnica construtiva na origem do próprio estádio”, que ronda os 2,5 ME.
Além da cobertura, há outros danos a registar junto das seguradoras, nomeadamente na pista de atletismo, nos bancos de suplentes e em cadeiras danificadas pela queda de estruturas, apontou o autarca.
Estão igualmente a ser avaliados prejuízos no sistema de som e iluminação, podendo a intervenção elétrica ascender a mais de 400 a 500 mil euros, caso se confirmem danos estruturais.
Segundo Carlos Palheira, foram ainda registados danos no sistema de videovigilância, cujos prejuízos poderão situar-se entre os 200 e os 300 mil euros.“No somatório destas várias parcelas podemos atingir os 4 ME. Apenas se investirá no estádio aquilo que for validado pelos seguros”, admitiu.
Carlos Palheira frisou que está a ser feito um levantamento exaustivo dos prejuízos e que os orçamentos serão apresentados às companhias de seguros, que terão agora de validar os montantes.
O autarca recordou ainda que o estádio é o equipamento municipal com maior valor coberto por apólice de seguro “Para o seguro o equipamento vale mais de 30 milhões”, especificou.
No dia 10 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol vai jogar o último encontro de preparação para o Mundial 2026, no Estádio Municipal de Leiria.








