
Sacel de Leiria sofre danos e não está “nem a 50%”
A unidade de Leiria da Sacel Citroen, localizada em Azoia, sofreu prejuízos significativos na sequência da depressão Kristin, contando com danos na estrutura do ‘stand’ e ainda em cerca de 22 viaturas. Apesar da atividade nunca ter “parado totalmente”, Bernardo Pereira, responsável comercial, explica que a operação da empresa não está “nem a 50%”.
O principal constrangimento que a empresa enfrentou foi o colapso parcial do telhado no ‘showroom’. O teto falso caiu na totalidade e a chuva entrou nas instalações durante cerca de uma semana, atingindo também os escritórios e a zona de exposição das viaturas.
No interior do ‘stand’ a marca tinha expostas nove viaturas, quatro das quais ficaram danificadas. No total, entre as viaturas em exposição, no armazém e no exterior, os danos poderão ser contabilizados em 22 viaturas.
“No armazém, situado por baixo do ‘showroom’, os vidros partiram-se e caíram sobre as viaturas ali estacionadas”, contou o responsável. Acrescentou ainda que algumas dessas viaturas já estavam vendidas e a empresa aguarda agora as peritagens das seguradoras, o que tem causado o atraso nas reparações e respetivas entregas aos clientes.
Para além destes danos materiais, a empresa enfrenta ainda danos operacionais. “A unidade esteve cerca de uma semana e meia sem eletricidade, e continua sem Internet por cabo, dificultando o acesso ao servidor central”.
Bernardo Pereira conta ao nosso jornal que para colmatar esta situação, a empresa trabalha agora com uma “solução provisória móvel”, que permite a ligação ao servidor central, sediado em Leiria, que suporta também as unidades de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Santarém. Durante esse período, houve dificuldades ao nível da faturação e do acesso aos sistemas internos.
O temporal ocorreu no final do mês, altura crítica para o setor automóvel devido ao fecho comercial e aos pedidos de matrícula. Parte da equipa comercial foi deslocada para a unidade das Caldas da Rainha para assegurar o processamento das matrículas dentro do prazo legal. “Foi no limite”, admite o responsável.
Embora a atividade nunca tenha sido formalmente suspensa, a quebra no volume de negócios foi evidente, sobretudo no segmento de viaturas de passageiros.
A exceção têm sido a procura por veículos comerciais ligeiros, impulsionada pelo setor da construção civil, que neste momento “não tem mãos a medir para o volume de trabalho”, explica Bernardo Pereira.
O valor total dos prejuízos ainda não está fechado, mas o responsável admite tratar-se de um montante “muito avultado”, considerando os danos estruturais, viaturas afetas, perdas na faturação e serviços desmarcados.







