
Desobstrução de caminhos florestais é prioridade antes do verão
limpeza A limpeza e a desobstrução dos caminhos florestais é uma prioridade para as juntas de freguesia após a passagem da depressão Kristin, que deixou grande parte dos acessos impedidos.
Na freguesia da Caranguejeira, no concelho de Leiria – território normalmente fustigado por incêndios – o presidente da junta, Jorge Dias, explica que, depois de desobstruídas as vias de comunicação, a próxima prioridade é desimpedir os caminhos florestais. “Estamos preocupados com a eletricidade, com os telhados das casas, mas assim que consigamos resolver estes problemas avançamos para a limpeza dos caminhos”, afirmou.
Com a aproximação da época de incêndios florestais, Jorge Dias alertou para a insuficiência de meios, considerando necessária “muita mão de obra para desimpedir os caminhos”. “Vamos ter que ter o apoio da câmara [de Leiria]. Os pinheiros caíram para as estradas e é muito difícil limpar isto com a verba que temos alocada”, salientou.
Apesar de reconhecer que há “um longo trabalho pela frente”, o autarca acredita que será feito um esforço para que a situação esteja mais estabilizada até ao verão.
Relativamente aos caminhos que ainda se encontram obstruídos, Jorge Dias admitiu que são ainda muitos. “Tirando uma via ou outra, os outros continuam todos obstruídos”, referiu, manifestando preocupação com a quantidade de material combustível acumulado no terreno.
Também na União das Freguesias de Parceiros e Azoia, no concelho de Leiria, a situação é vista com preocupação. A presidente, Elsa Mendes, admitiu que os caminhos obstruídos representam um “problema” e que a junta está a avaliar soluções.
Elsa Mendes considera necessário recorrer a uma empresa externa com capacidade para fazer esse tipo de trabalho. “Vamos ter que contratar uma empresa com urgência ou não vamos ter caminhos limpos a tempo da época dos incêndios. Neste momento, as empresas estão todas ocupadas”, frisou.
Embora a freguesia não esteja entre as mais afetadas por incêndios em anos anteriores, a autarca sublinhou que “um ano pode ser o primeiro”.
Na União das Freguesias de Marrazes e Barosa, o presidente Paulo Clemente explicou que no caso da Mata dos Marrazes, está em curso o processo para venda da madeira. “Estamos à espera do caderno de encargos de uma empresa para lançar a concurso a venda da madeira e novamente replantar toda aquela extensão dizimada”, adiantou.
O autarca acredita que “em mais um ou dois meses” os trabalhos irão avançar nesse sentido.
Quanto aos restantes caminhos, refere que estão a ser monitorizados, mas lembra que parte da responsabilidade cabe aos proprietários.








