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“Temos longos quilómetros de árvores derrubadas e isto não se resolve em dois dias”

Numa reunião dedicada à operacionalização da retirada da madeira e às medidas de recuperação, o presidente da CIMRL, manifestou preocupação relativamente à época dos incêndios florestais que se aproxima.

O Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Jorge Vala, salientou que a região é provavelmente a mais afetada do país por esta tempestade, com impactos particularmente severos na Marinha Grande e em Leiria.

Numa reunião dedicada à operacionalização da retirada da madeira e às medidas de recuperação, na sequência da tempestade Kristin, Jorge Vala, manifestou preocupação relativamente à época dos incêndios florestais que se aproxima. “Temos à porta o verão e o risco de incêndios florestais. Temos longos quilómetros de árvores derrubadas e isto não se resolve em dois dias. Precisamos de um olhar nacional para um problema regional e de apoio financeiro direto do Estado. Temos consciência do problema, mas não temos capacidade para o resolver sozinhos”, afirmou.

A reunião, onde esteve presente o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, teve como principal objetivo “estruturar uma resposta articulada e urgente ao impacto severo da calamidade, particularmente ao nível da grande quantidade de material lenhoso derrubado, que representa risco acrescido de incêndio florestal, proliferação de pragas e constrangimentos nas infraestruturas e acessibilidades”, salientou o município da Marinha Grande, numa nota informativa.

Durante a reunião, Rui Ladeira sublinhou que “é preciso passar à ação”, defendendo uma intervenção imediata no terreno, acrescentando que a operacionalização das medidas deverá avançar já no início da próxima semana, em articulação com as CIM.

O governante referiu ainda que o equipamento confiado às Comunidades Intermunicipais será colocado no terreno para apoiar os trabalhos de desobstrução e que será implementado um plano fitossanitário destinado a minimizar o impacto de pragas e doenças associadas à madeira caída.

Já o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reforçou a necessidade de uma estratégia clara e de ação no curto prazo. “Precisamos de garantir acessos, proteger pessoas e infraestruturas, sendo fundamental que a recuperação seja assumida conjuntamente com os nossos interlocutores, com a coordenação da Estrutura de Missão e os devidos apoios financeiros por parte do Governo”, frisou.

Por sua vez, Paulo Fernandes, líder da Estrutura de Missão, destacou a importância de assegurar “segurança jurídica na atuação de todas as entidades envolvidas”, defendendo uma metodologia célere, com forte articulação logística, colaboração institucional e cooperação intermunicipal, alertando também para a necessidade de garantir financiamento adequado.

Fevereiro 28, 2026 . 10:30

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