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Câmara vai contrair empréstimo de 25 ME

Quanto aos apoios do Governo, que tinha anunciado 150 ME disponíveis na CCDRC para serem distribuídos pelos municípios, Gonçalo Lopes espera transparência e proporcionalidade.

Apesar do município “robusto” e das “contas em ordem”, Gonçalo Lopes anunciou um pedido de empréstimo de 25 ME, sendo que a capacidade de endividamento pode chegar aos 115 ME.

“O peso destes estragos é muito superior ao orçamento do município, que é de 180 milhões de euros. Temos uma dívida bancária de sete milhões de euros e temos uma capacidade de endividamento capaz”, avançou o autarca, esclarecendo que o investimento pensado para iniciativas a realizar este ano e que foram canceladas, como a Feira de Leiria, foram afetas logo nas primeiras três semanas, no período de calamidade, num total de 13,3 ME de investimento.

“Não vamos estar parados, vamos estar sempre a agir. Para não parar, se for necessário contrair empréstimos para iniciar esta reconstrução, assim o iremos fazer. A Câmara de Leiria vai, na próxima semana, fazer uma consulta ao mercado para fazer empréstimos”, disse.

Quanto aos apoios do Governo, que tinha anunciado 150 ME disponíveis na CCDRC para serem distribuídos pelos municípios, Gonçalo Lopes espera transparência e proporcionalidade e informa: “Até agora não chegou dinheiro nenhum do Estado português à autarquia”.

Gonçalo Lopes alerta ainda para os pequenos municípios, com orçamentos mais baixos e que vão “problemas de tesouraria”, pelo que apela ao Governo para que distribua rapidamente o montante anunciado. Aos jornalistas, lembrou que a reconstrução de calamidades na Europa é “assustadora”, provocando “maiores desequilíbrios orçamentais”. “O nosso país tem que perceber que tem que existir capacidade de construção. No futuro, quando voltarem a reconstruir a rede de distribuição de energia não voltem a cometer o mesmo erro. Alemanha e França enterraram linhas, onde foi possível”, alertou.

Um debate que considera que deve ser colocado na agenda política passa pelos seguros. A Câmara tem um seguro, que está acionado e do qual já recebeu 6,5 ME, mas “há autarquias que não têm este tipo de seguros” e muitas casas e carros sem seguros, e “mesmo tendo seguro não foram cobertos”, pelo que defende a criação de um fundo para este tipo de ocorrências.

Março 13, 2026 . 09:30

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