
“Não queremos ter os mesmos problemas que houve em Pedrógão Grande”
Durante a conferência de imprensa de ontem, o presidente da Câmara Municipal explicou o trabalho de análise das candidaturas “extremamente exigente, mas de muita responsabilidade” que está a ser feito para evitar fraudes.
“Já encontrámos candidaturas em que as fotografias não correspondem às fotografias dos estragos das casas e não foi um caso só, foram vários. Imaginem se analisássemos apenas fotografias e não verificássemos se a casa tinha sido efetivamente destruída através de imagens de drones, pergunto como ficaria a credibilidade do reembolso das ajudas às famílias. Temos candidaturas de casas feitas duas vezes, uma pelo marido e outra pela mulher, imaginem se não cruzássemos os nomes. Temos candidaturas em que são casas de férias, de segunda habitação, se não tivéssemos cruzado informação, iríamos cometer mais um erro; se tivéssemos transferido dinheiro de apoio de casas cujo NIB não corresponde ao dono da casa, estaríamos a colocar dinheiro nos bolsos de uma pessoa que não tem nada a ver com a casa”, enumerou, rejeitando que os atrasos nos apoios sejam culpa das autarquias, como de resto considerou o ministra da Economia esta semana.
“É burocracia? É, mas é rigor e nós não queremos ter os mesmos problemas que houve em Pedrógão Grande”, concluiu.









