Última Hora
Pub Dl Gastronomia 20260609
Pub Dl Ipcb Cursos 20260527
Pub Dl Fabricoeua 20260602
Pub Dl Opticone 20260611
Pub Dl Inova Webinar 20260611
Pub

Leiria aprova empréstimo para financiar recuperação

Entre as obras que o executivo considerou “mais importantes” incluir no empréstimo estão escolas na Maceira e em Colmeias, destruídas pelo mau tempo.

A Câmara de Leiria aprovou hoje a contração de um empréstimo de 25 milhões de euros (ME) para financiar a recuperação na sequência do mau tempo e investimentos estruturantes, em escolas, saúde, estradas e economia.

Na reunião extraordinária do executivo municipal, o presidente do município, Gonçalo Lopes (PS) explicou que o empréstimo visa fazer face aos prejuízos de 193,4 ME no património municipal que a depressão Kristin, em 28 de janeiro, provocou e para “garantir a execução de investimentos estruturantes”.

“Optou-se por contratar este empréstimo de médio e longo prazos destinado a financiar investimentos (…) para a recuperação de infraestruturas afetadas, mas também dar continuidade à estratégia de desenvolvimento do concelho”, declarou o autarca.

Referindo que o endividamento bancário atual do município é de sete milhões de euros, com dois empréstimos, o mais longo para amortizar até 2032, o autarca adiantou que no futuro empréstimo a carência é de três anos e o prazo de 15, com taxa Euribor indexada a seis meses e possibilidade de amortização antecipada sem penalização.

Entre as obras que o executivo considerou “mais importantes” incluir no empréstimo estão as escolas na Maceira e em Colmeias, destruídas pelo mau tempo.

Na área da economia, “há um forte prejuízo” no desenvolvimento da estratégia de desenvolvimento económico do município, dada a destruição de “muita indústria”, assinalou.

Para dar “um sinal do lançamento da dinâmica económica”, são considerados os investimentos da 2.ª fase do Parque Empresarial de Monte Redondo e o espaço para trabalho partilhado no antigo edifício da EDP, na cidade de Leiria.

Juntam-se a intervenção no Centro de Saúde Gorjão Henriques, na sede do concelho, a construção do estaleiro municipal na antiga Exelis que foi “totalmente destruído” e algumas estradas.

“Esta operação de financiamento constitui uma resposta imediata, responsável, estratégica”, garantiu Gonçalo Lopes.

O vereador do PSD Nuno Serrano afirmou que em janeiro o executivo votou um saldo de gerência de 41 ME, “impostos que foram cobrados aos leirienses que não foram utilizados pela Câmara”, adiantando não entender como é que “a autarquia, com 41 ME nos cofres, vá fazer um empréstimo".

“Aquilo que a Câmara devia fazer era primeiro gastar os recursos que tem”, argumentou, sustentando que Leiria ainda há de receber dinheiro das seguradoras e “outras formas de financiamento ou apoios”, quer de entidades nacionais ou fundos europeus.

Para Nuno Serrano, “essas possibilidades deveriam primeiro ser esgotadas e só depois, em caso de necessidade de dinheiro para resolver os problemas”, avançar com o empréstimo.

“Esta narrativa de colar este empréstimo à Kristin está errada, não faz sentido”, salientou.

Luís Paulo Fernandes (Chega) fez também referência ao saldo de gerência e observou que, perante esta ação da maioria, o município “deixa de ter argumentos e fundamentos para negociar com o Governo”.

Para Luís Paulo Fernandes, os responsáveis do Governo e da Estrutura de Missão Recuperação da Região Centro do País avaliarão esta decisão como “estão a desenrascar-se”.

“Tenho quase a certeza absoluta de que o executivo [municipal], com esta forma de se desenrascar, vai ficar sem capacidade de negociação”, insistiu.

Gonçalo Lopes respondeu que o processo de reconstrução “não se faz com adiamento de financiamento”, e o município tem “mesmo de acelerar”, e avisou que 25 ME não vão chegar para reerguer rapidamente Leiria.

“Vinte e cinco milhões de euros é uma gota, é só para não estarmos paralisados”, garantiu, acrescentando que a autarquia mantém a estratégia de desenvolvimento que tinha para 27 de janeiro, um dia antes de a depressão ter atingido gravemente o concelho.

Segundo o presidente da Câmara, “é um empréstimo estratégico, não é só de reconstrução”, adiantando que se, entretanto, chegarem apoios amortiza-se o empréstimo.

Os vereadores do PSD e do Chega votaram contra.

Em 06 de março, Gonçalo Lopes anunciou que o município iria pedir este empréstimo, para fazer face às despesas com a depressão Kristin.

A semana passada, foi anunciado que os prejuízos causados pelo mau tempo rondam os mil milhões de euros.

Março 16, 2026 . 18:30

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right