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Museu Malhoa inaugura exposição com “muita gente ao barulho”

A exposição, nas Caldas da Rainha, surge de uma "provocação” lançada pelo Plano Nacional das Artes no contexto da Bienal Cultura Educação 'E em vez do medo?', com proposta curatorial de Marta Bernardes.

O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, inaugura na quinta-feira a exposição 'Juntamos muita gente ao barulho', uma mostra coletiva que se afirma como um espaço de construção e partilha.

A exposição surge de uma "provocação” lançada pelo Plano Nacional das Artes no contexto da Bienal Cultura Educação 'E em vez do medo?', com proposta curatorial de Marta Bernardes.

“Afirmando o ‘barulho’ como gesto de coragem, criação e vitalidade coletiva, e partindo das inspirações e reflexões da Bienal”, a mostra afirma-se como “uma exposição que se configurará como processo em construção partilhada”, pode ler-se numa nota à imprensa.

Trata-se de uma “exposição ação” que abre portas na quinta-feira e se vai estender no tempo e no espaço, integrando oficinas artísticas, rodas de diálogo, visitas e publicações.

O objetivo será “integrar uma multiplicidade de vozes, de gestos coletivos e de experiências que convocam públicos diversos em práticas coletivas”, refere a mesma nota.

A exposição organiza-se em diferentes núcleos complementares, envolvendo artistas, estudantes, professores, escolas e instituições de cariz social e os próprios visitantes.

Para a diretora do museu, Nicole Costa, “ao responder à pergunta ‘E em vez do medo?’ com um gesto coletivo, o Museu José Malhoa afirma-se como um espaço de liberdade, de empatia e de construção partilhada”, transformado “num lugar vivo, onde o barulho da participação se sobrepõe ao silêncio do medo”.

A iniciativa estrutura-se em duas partes, sendo a primeira a exposição que a partir de quinta-feira reúne obras de artistas e trabalhos desenvolvidos em contexto escolar, em diálogo com a questão central da Bienal.

A segunda parte, “Coragem que emerge da escuridão”, arranca a 21 de abril apresentando os resultados de oficinas (que decorrem entre 07 e 12 do mesmo mês) e processos de criação artística desenvolvidos com públicos intergeracionais.

Os artistas participantes são Cenas de Teatro (Inês Fouto e Ana Proença), Editións N´Importe Quoi, Estela Costa, Mantraste, Paula Gibert Roset e Soraia Gomes Teixeira, a que se juntam os trabalhos desenvolvidos por alunos da Escola Secundária Raul Proença e da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.

A exposição conta com curadoria e execução que amplia a própria equipa do museu, envolvendo a participação de Sofia Pinho e Tânia Martins.

Março 18, 2026 . 09:00

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