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Câmara aprova concurso de 8 ME para reconstruir Escola Básica de Marrazes

O projeto contempla ainda a substituição da cobertura central aos blocos por um pátio fechado, a criação de um pátrio central com “mesas e algumas sombras” e a aplicação de isolamento termoacústico em todas as fachadas.

A Câmara de Leiria aprovou a abertura do concurso público para a reconstrução, por oito milhões de euros, da escola básica 2, 3 de Marrazes, destruída pela depressão Kristin que atingiu o concelho há quase dois meses.

O vereador Ricardo Santos, que tem o pelouro das obras municipais, explicou que a escola básica 2,3 de Marrazes foi um, de entre muitos edifícios municipais afetados pelo mau tempo, e salientou que a reconstrução é um “projeto com alguma dimensão para o concelho”.

“Os materiais serão dos mais adequados e, obviamente, que há uma evolução daquilo que são as atuais instalações”, adiantou Ricardo Santos, assinalando que o projeto inclui mais um bloco, passando para cinco.

O projeto prevê a construção de mais um bloco com cinco salas que será destinado a acolher as aulas de educação musical e visual. O novo bloco, a construir junto ao campo de futebol, juntar-se-à aos quatro já existentes.

Também a construção de um “pequeno auditório” e a ampliação dos balneários estão contemplados no projeto, assim como a construção de uma cobertura que irá ligar aos vários espaços da escola.

O projeto contempla ainda a substituição da cobertura central aos blocos por um pátio fechado, a criação de um pátrio central com “mesas e algumas sombras” e a aplicação de isolamento termoacústico em todas as fachadas.

Ricardo Santos adiantou que o prazo de execução é de 30 meses, prevendo-se que a obra possa arrancar durante as férias de verão.

Na sequência da depressão Kristin, em 28 de janeiro, os 740 alunos desta escola passaram a ter aulas em 12 módulos de contentores, tendo o município colocado ainda uma tenda para a atividade desportiva daqueles.

O lançamento do concurso público foi aprovado por maioria, com os votos da maioria socialista e dos vereadores do PSD.

O vereador do Chega, Luís Paulo Fernandes, que se absteve, apelou para o “escrupuloso cumprimento dos prazos”.

“Com o comboio de decisões de contratações públicas [que] não haja prolongamento de prazos, que já antes era verificado sem termos esta pressão de contratação pública”, declarou Luís Paulo Fernandes.

O presidente do município, Gonçalo Lopes, questionou o que leva o vereador a abster-se de votar “uma obra destruída pela tempestade que está mapeada como uma das obras mais urgentes”.

O autarca destacou que esta obra é urgente e importante, considerou que a abstenção “não dá credibilidade” à posição do vereador do Chega e disse mesmo que aquela posição “é um ato de fraqueza”. “As pessoas na política têm que ser corajosas”, acrescentou.

“Esta é uma obra decisiva para a juventude e educação do nosso concelho”, defendeu Gonçalo Lopes.

Luís Paulo Fernandes acusou Gonçalo Lopes de querer condicionar o seu sentido de voto e contrapôs que os vereadores da oposição não recebem “os documentos com tempo suficiente para votar conscientemente e responsavelmente”, referindo que os documentos da ordem de trabalhos da reunião são “600 páginas para estudar em três ou quatro dias”.

Gonçalo Lopes retorquiu que “a educação é sempre prioritária para o concelho”, com o vereador do Chega a recusar “assinar de cruz” quando não tem tempo para avaliar todas as peças a concurso.

Março 23, 2026 . 18:15

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